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Brasil, Argentina e Venezuela rebaixam perspectivas do FMI para A.Latina

Montevidéu, 26 jul (EFE).- O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê uma contração de 0,4% no Produto Interno Bruto (PIB) médio da América Latina em 2016, uma situação que se baseia, principalmente, nas conjunturas econômicas de Brasil, Argentina e Venezuela, afirmaram fontes oficiais do entidade nesta terça-feira.

O chefe do Departamento para o Hemisfério Ocidental do FMI, o economista mexicano Alejandro Werner, participou nesta terça-feira de uma conferência de alto nível em Montevidéu chamada "América Latina: Reformas estruturais para impulsionar o crescimento econômico".

"O panorama da América Latina é muito determinado por economias como a Venezuela, com uma expectativa de contração muito grande (10%); Brasil, que vai registrar uma queda parecida à do ano anterior, e obviamente a transição que está ocorrendo na Argentina", analisou Werner.

Sobre a Argentina, destacou que a "mudança de política econômica" após a chegada do presidente Mauricio Macri "vai controlar os desequilíbrios que essa economia tinha", o que provocará "um processo de reativação do investimento", mas que no curto prazo gera um "crescimento negativo" do PIB.

"As outras economias da região têm crescimentos menores aos que vimos no passado, mas positivos", afirmou o economista, que acrescentou que na América Central, no México e no Caribe estão sendo vistos crescimentos estáveis, com muitas economias que estão se beneficiando da queda dos preços da energia.

Além disso, Werner destacou que na América Latina existem oportunidades para uma "maior integração regional" na parte financeira e comercial, algo que em um entorno de "maior complexidade internacional e de maior dificuldade para se integrar na economia mundial" deveria ser uma alavanca de crescimento importante.

Perguntado se o FMI avaliou o possível impacto da concretização do acordo de livre-comércio entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, Werner disse que é uma "perspectiva muito grande para a região".

"Vemos com bons olhos. A intenção do Mercosul em busca desta integração e a movimentação da UE de fazê-la em um contexto no qual, claramente, o discurso internacional se movimentou um pouco menos rumo à integração comercial, achamos que é uma iniciativa muito importante", comentou.

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