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Empresa francesa aprova investimento à 1ª usina nuclear britânica em 20 anos

Londres, 28 jul (EFE).- A companhia energética francesa EDF autorizou nesta quinta-feira a construção de Hinkley Point, na Inglaterra, a primeira nova usina nuclear no Reino Unido em 20 anos, com um custo estimado de 18 bilhões de libras esterlinas (R$ 77,4 bilhões).

A diretoria da empresa aprovou por dez votos a favor e sete contra um projeto que também conta com a participação de investidores chineses, que financiarão cerca de um terço do custo, segundo a imprensa britânica.

O polêmico plano, com o qual se pretende criar cerca de 25 mil postos de trabalho, resultou em março a renúncia do diretor financeiro da EDF, Thomas Piquemal, em meio ao receio de que o investimento em Hinkley Point possa danificar a companhia francesa.

Inicialmente, a EDF deveria ter uma participação de 40% a 50% na usina nuclear, mas no fim do ano passado essa porcentagem foi aumentada para 66,5%, o que significa um maior esforço financeiro em um momento em que a companhia está afetada pela redução dos preços da eletricidade.

Um dos 18 integrantes da direção da EDF, Gérard Magin, renunciou pouco antes da reunião desta tarde para decidir o futuro de Hinkley Point ao considerar que o projeto é "muito arriscado" para a saúde financeira da companhia.

Em comunicado, a EDF afirmou que Hinkley Point "é um ativo único para a indústria francesa e britânica, já que beneficiará o setor nuclear em ambos os países e apoiará o emprego".

No Reino Unido, o ministro de Empresas e Energia, Greg Clark, ressaltou após saber a decisão da EDF que o país "precisa de uma fonte de energia segura e confiável".

"O governo acredita que a energia nuclear é uma parte importante do plano energético", afirmou Clark sobre um projeto que foi colocado sobre a mesa pela primeira vez em 2006, durante o governo do trabalhista Tony Blair.

O diretor da organização ambiental Greenpeace, John Sauven, criticou que "o governo britânico está assinando um acordo com uma companhia que mal pode se manter".

"Altos diretores estão renunciando por desacordo. Os funcionários da companhia estão em pé de guerra e um reator similar construído na França está submetido a uma investigação do agência de regulação nuclear francesa", alertou Sauven.

"A decisão deveria ser esquecer Hinkley e iniciar um investimento sério no enorme potencial para energias renováveis que o Reino Unido possui", afirmou o representante do Greenpeace.

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