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Feira IFA abre suas portas com as novidades tecnológicas do futuro

Juan Palop.

Berlim, 2 set (EFE).- Móveis e relógios inteligentes, impressoras 3D, eletrodomésticos conectados à rede e dispositivos portáteis ultrafinos são as grandes novidades que poderão ser contempladas a partir desta sexta-feira na IFA de Berlim, uma das maiores feiras de tecnologia de consumo do mundo.

O evento, que foi inaugurado hoje e vai até o dia 7 de setembro, é uma das principais vitrines da indústria, uma oportunidade que as marcas aproveitam para mostrar seus lançamentos e que os especialistas utilizam para avaliar o setor e tentar prever o futuro.

"Quem quiser experimentar o caminho rumo à sociedade do gigabyte deve vir à IFA", declarou durante a inauguração o ministro de Transporte e Infraestrutura Digital da Alemanha, Alexander Dobrindt.

Na edição deste ano, a IFA reúne em 158 mil metros quadrados cerca de 1.800 expositores, um número 13% maior que em 2015, e pretende pelo menos reeditar os 4,35 bilhões de euros em volume de negócios do ano passado.

"Trata-se da feira de eletrônica de consumo mais importante da Europa e acreditamos que uma das mais importantes em nível mundial", explicou à Agência Efe o espanhol Fernando Hernández, diretor de vendas da XYZPrinting, uma empresa do grupo taiuanês Kinpo dedicada à comercialização de impressoras 3D para o consumidor final.

No entanto, as expectativas da empresa de consultoria GfK para este ano preveem uma queda de 5% nas vendas globais de tecnologia de consumo, até 814 bilhões de euros, por causa da situação na Rússia e Brasil, assim como pelas cautelas que o "Brexit" despertou.

Assim, muitos fabricantes evitaram as grandes revoluções e optaram por melhorias gradativas em nível técnico e estético em seus dispositivos, como ficou evidente nas apresentações da série Nova, da chinesa Huawei, e no Xperia XZ, o novo carro-chefe da Sony.

Os relógios inteligentes também avançaram nessa mesma linha continuísta, liderados pelo Gear S3 da Samsung, a principal novidade da marca coreana para a IFA, que, no entanto, se viu eclipsada pelos problemas técnicos de seu 'phablet' S7, que foram anunciados hoje.

Algumas marcas estão tentando a sorte com os nichos de mercado, como a Motorola, com sua parceria com o fabricante de câmaras fotográficas Hasselblad para um Motomod, um módulo acoplável ao telefone que permite capturar imagens de grande qualidade.

Dessa mesma forma trabalhou a ZTE, que apresentou seu novo Axon 7 Mini, a versão compacta de um smartphone que pretende ser o celular com a melhor qualidade de som do mercado.

As tentativas de se diferenciar da concorrência com características únicas também ficaram evidentes nas novidades da Lenovo, com o Yoga Book, um dispositivo portátil ultraleve e com teclado virtual totalmente plano.

Outras tendências palpáveis são os alto-falantes sem fios e multidirecionais, como os BeoSound, da Bang & Olufsen, e o Glass, da Sony, que, em comparação com os tradicionais, oferecem valor estético e mobilidade.

Na IFA também se destacam os eletrodomésticos inteligentes, que aprendem as preferências dos usuários, e os conectados à rede, como cafeteiras que compram café online e máquinas de lavar pratos que entram em contato com o serviço técnico automaticamente em caso de avaria.

A presença das impressoras 3D também está cada vez mais evidente, com marcas como a XYZPrinting tentando "entrar no mercado de consumo", como explica Hernández, com modelos como o Mini, "pensado para o uso doméstico e nas escolas", com "baixo consumo de energia", simples utilização, "manutenção muito fácil" e "custos mínimos".

O futuro também é antecipado na feira através, por exemplo, do conceito Xperia Agent, da Sony, um dispositivo que pode ser acionado por comando de voz para preparar um café Nespresso, acender as luzes ou fazer uma chamada por vídeo.

Seguindo essa mesma linha, a BSH, a empresa que fabrica os eletrodomésticos Siemens e Bosch, apresentou seu protótipo de assistente de cozinha Mykie, que também responde a comandos de voz, e a Panasonic trouxe o Landroid, que não só lava e seca roupa, mas também dobra.

Várias empresas também estão expondo peças de vestir inteligentes, dentro da chamada revolução da "internet das coisas" (IoT, sigla em inglês), que são capazes de registrar os sinais vitais dos usuários, produtos que têm grande potencial para atletas, pessoas que necessitam de cuidados médicos e idosos.

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