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Trabalho limita tempo livre de jovens na América Latina, segundo estudo

Santiago (Chile), 9 set (EFE).- As horas dedicadas ao trabalho remunerado e aos trabalhos domésticos restringem o direito ao tempo livre dos adolescentes na América Latina e no Caribe, advertiram a Comissão Econômica Para a América Latina e o Caribe (Cepal) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em uma publicação conjunta divulgada nesta sexta-feira em Santiago (Chile).

"Apesar da associação entre a expansão e o bem-estar, em nossa sociedade atual - acelerada, ultraconectada, cheia de pressão e com foco na produtividade - este espaço imprescindível para o desenvolvimento saudável das crianças e dos adolescentes está se tornando cada vez menor", sustenta o artigo.

A Cepal e o Unicef lembram que o direito ao tempo livre, entendido como um tempo de recreação e participação na sociedade, mencionado no artigo 31 da Convenção sobre os Direitos da Criança, foi ratificado por todos os países da região.

Os dois organismos das Nações Unidas questionam especificamente as atividades de expansão realizada pelos adolescentes em três países da região com dados disponíveis: Equador, México e Peru. A categoria à qual dedicam uma maior quantidade de horas nos três países é "Necessidades e cuidados pessoais", seguida das atividades relacionadas à aprendizagem e a educação, para as quais os adolescentes dedicam 40 horas por semana.

O trabalho, remunerado e não remunerado, é outra atividade que ocupa uma parte significativa do tempo livre dos jovens, o que preocupa à Cepal e o Unicef. No Equador, México e Peru 15 anos é a idade mínima legal para trabalhar, e as atividades realizadas entre os 12 e os 14 anos são consideradas trabalho infantil e são proibidos.

"O trabalho infantil não dificulta apenas a realização de outros direitos das crianças e dos adolescentes, mas constitui, em si mesmo, uma grave violação de seus direitos", advertem os organismos.

As diferenças por sexo também são notadas. Os meninos dedicam de 20 a 37 horas semanais ao trabalho remunerado, enquanto as meninas trabalham de 16 a 33 horas. Em contrapartida, elas empregam mais horas do que os homens no trabalho doméstico não remunerado, o que evidência que "a divisão sexual do trabalho entre homens e mulheres já está instalada na adolescência", afirma o documento.

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