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Lagarde ataca Trump por utilizar "fracassadas" políticas protecionistas

Toronto (Canadá), 13 set (EFE).- A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, criticou nesta terça-feira os políticos que prometem "ser duros" com os parceiros comerciais estrangeiros, em um ataque evidente ao candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, que defende medidas protecionistas.

"Há um crescente risco de que os políticos que buscam ocupar um cargo prometam 'ser duros' com parceiros comerciais através de tarifas punitivas ou outras restrições comerciais", afirmou Lagarde em seu discurso no Fórum Global de Toronto, no qual evitou citar o nome do magnata imobiliário, que propõe sanções econômicas ao México e China.

Além disso, a ex-ministra francesa ressaltou que "a história claramente nos diz que fechar as fronteiras e aumentar o protecionismo não é a maneira de atuar", já que todos "os países que tentaram esta caminho fracassaram".

Lagarde repassou os benefícios do processo de globalização através da "abertura e integração" e afirmou que a capacidade dos países para ir além dos "interesses próprios trouxe um crescimento econômico sem precedentes nos últimos 70 anos".

No entanto, reconheceu a necessidade de trabalhar para "aliviar os efeitos secundários", especialmente nos países desenvolvidos como consequência da irrupção de países de menores custos, e fazer com que "a globalização funcione para todo o mundo".

Nos últimos anos, o Fundo enfatizou o risco que representa a crescente desigualdade econômica para a atividade econômica, mas insistiu que o processo de integração é parte da solução e não do problema.

A aguda crise de 2008 e a atual fraqueza global voltou a pôr sobre a mesa as críticas à globalização econômica e com elas receitas protecionistas que retomaram vigor, como a recente vitória da opção de saída do Reino Unido da União Europeia (UE) e as propostas de Trump.

O Fundo advertiu que o comércio global freou nos últimos anos: a taxa de crescimento anual do comércio global é agora de 2%, contra 7% registrados entre 1980 e 2000. EFE

afs-jcr/ff

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