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Em Nova York, tempo de espera de alguns é fonte de renda de outros

María Elizabeth Plaza.

Nova York, 17 set (EFE).- Robert Samuel deixou de ser mais um funcionário de uma companhia telefônica para se tornar dono da "Same Ole Line Dudes", a primeira empresa a oferecer lugares em filas de espera em Nova York para que as pessoas não percam tempo.

O negócio inovador foi iniciado em 2012, quando Samuel foi demitido da AT&T, e a única ideia que teve para ganhar dinheiro foi publicar um anúncio na internet oferecendo o serviço de espera em filas.

"Eu sabia que naquela semana (em 2012) seria lançado o novo iPhone 5, então o meu serviço consistiria em ficar na fila na saída da loja da Apple por US$ 100", contou à Agência Efe.

Já se passaram quatro anos desde então e esse serviço provou ser útil para suprir as necessidades dos que não queriam esperar para comprar a nova versão do iPhone 7.

A "Same Ole Line Dudes" já conta com 27 colaboradores, cujo trabalho é ficar na fila de qualquer estabelecimento comercial pelo tempo que o comprador precisar.

Os preços variam de acordo com a quantidade de tempo que o cliente desejar. A primeira hora tem uma tarifa fixa de US$ 25 (RS$ 82) e cada hora adicional custa US$ 20 (R$ 66).

"Os clientes não têm apenas a opção de ficarmos na fila por eles, também podemos comprar o produto e enviá-lo por correio por um custo extra", explicou.

Isto é feito quando se trata de um objeto, mas as filas que Samuel e sua equipe ocupam também podem ser por serviços e até mesmo comida.

"Fazemos filas para tudo o que você puder imaginar, desde entradas para shows, autógrafos, sapatos, e até hambúrgueres", comentou aos risos.

Mas o proprietário da empresa admite que os lançamentos de novos modelos de iPhone estão entre os eventos mais prósperos do ano, e desta vez não foi exceção. Desde quarta-feira, o sempre sorridente Samuel ficou na fila da Apple Store em Manhattan para vários clientes que esperam ser os primeiros a ter o novo iPhone 7 em mãos.

O novo produto da Apple começou a ser vendido nesta sexta-feira nos estabelecimentos físicos da empresa. Apesar das críticas recebidas pelo novo iPhone, Samuel confirmou que sete de seus funcionários foram reservados para fazer fila e adquirir o produto.

"Tanto o novo iPhone como o lançamento de novos sapatos são como o nosso Natal", disse Samuel, que deve ter um lucro acima de US$ 2 mil (R$ 6,6 mil) com as vendas do iPhone 7.

Equipado com capas de chuva e cadeiras dobráveis, o empreendedor passa o tempo nas redes sociais e ouvindo música em seu computador portátil, que também o acompanha.

Embora para muitos este negócio possa parecer uma fonte de renda instável, Samuel garante que não é necessário ter outro trabalho caso saiba administrar bem o negócio.

"Em Nova York, sempre haverá alguém que não tenha tempo, então sempre haverá trabalho", ponderou.

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