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Livro destaca clássicos azulejos de Lisboa como atração turística

María Cester.

Lisboa, 23 set (EFE).- Descobrir através dos famosos azulejos portugueses os cantos de Lisboa, cidade com o maior patrimônio do mundo destas peças cerâmicas, já é uma realidade que permite a locais e turistas conhecer sua cultura e origens de forma única e original.

Considerados pelo jornal "The New York Times" como um dos 12 tesouros da Europa, os azulejos das ruas da capital portuguesa são agora os protagonistas de três percursos que revelam igrejas, palácios, negócios e casas particulares da considerada Capital Mundial do Azulejo.

Estes estão incluídos no livro "Azulejo em Lisboa", da editora Zest, que também conta com uma coleção fotográfica das fachadas com os azulejos mais emblemáticos e espetaculares da cidade.

Com mapas que ilustram a cada passo onde ficam as obras de arte dos principais bairros da capital, o livro mostra a importância na cultura portuguesa desta arte que já acumula cinco séculos, mas continua contemporânea.

Um das itinerários propostos cobre a região de Baixa-Chiado, o segundo as estreitas e populares ruas do Bairro Alto, e o terceiro o Parque das Nações, que se estende ao longo de cinco quilômetros junto ao rio Tejo.

Os azulejos fotografados não são perfeitos, mas refletem a realidade das ruas, ao mostrar alguns muros com grafite, outros onde falta uma parte e outros completados com peças de desenhos diferentes.

As 128 páginas do livro foram elaboradas para dar a sensação de que estão ligadas a um azulejo real, com as mesmas medidas que as típicas peças cerâmicas.

Na publicação estão envolvidas entidades como o Programa de Investigação e Salvaguarda do Azulejo em Lisboa (PISAL), e a direção Municipal de Cultura do Prefeitura de Lisboa.

A importância do azulejo em todo o país fica latente também através do "SOS Azulejo", um projeto do Museu da Polícia Judiciária iniciado para combater o furto de azulejos nas ruas da cidade.

Desde seu lançamento, em 2007, esta iniciativa permitiu reduzir em 70% esses atos de vandalismo, e preservar assim paredes e fachadas históricas.

A cidade conta, além disso, com o Museu Nacional do Azulejo, considerado um dos mais importantes em nível nacional por sua coleção única "O Azulejo", sem contar também o emblemático edifício no qual fica, um antigo mosteiro fundado em 1509 pela rainha Leonor (1458-1525).

O Museu cobre a arte da produção do azulejo desde o século XV até a atualidade - através de várias culturas, como a árabe, a espanhola, a oriental e a holandesa -, com uma coleção que inclui obras portuguesas e estrangeiras.

Outro lugar no qual é habitual, mas surpreendente encontrar composições de azulejos originais é a rede de metrô de Lisboa.

Em muitas de suas estações é possível obras de artistas de reconhecido prestígio como, por exemplo, a estação do aeroporto, palco de um projeto do arquiteto Leopoldo Almeida com a colaboração do artista plástico António Antunes.

Outra das melhor avaliadas por sua arte suburbana é a de Oriente, projetada pelo arquiteto Santiago Calatrava, e com dois enormes murais desenhados em azulejos, um do japonês Yayoi Kusama e outro do argentino Antonio Segui.

Desde o século XVI até hoje, nenhuma outra cidade do mundo produziu tantos azulejos como Lisboa, onde o ofício é uma arte nacional que segue viva e no auge, com uma ampla variedade de aplicações e usos, e onde os azulejos, com padrões geométricos ou imagens históricas, estão onipresentes na paisagem urbana.

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