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Barril da Opep atinge novo máximo anual ao chegar a US$ 48,81

Viena, 12 out (EFE).- O barril de petróleo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) foi comercializado ontem a US$ 48,81, um valor 1,03% maior que na segunda-feira, e seu nível mais alto em mais de 14 meses, informou nesta quarta-feira a organização sediada em Viena.

O preço do barril usado como referência pela Opep não se situava acima dos US$ 48,80 desde 31 de julho de 2015.

Assim, o preço do barril supera em 117% o valor mais baixo dos últimos 12 anos, quando a commodity esteve cotada a US$ 22,48 no dia 20 de janeiro deste ano. No entanto, a cotação de ontem ainda é inferior à metade da média de mais de US$ 100 que vigorou entre 2011 e meados de 2014.

O excesso de oferta de petróleo frente a uma demanda moderada foi a principal causa do colapso dos preços da commodity nos últimos dois anos.

No entanto, desde que a Opep anunciou em 28 de setembro um pré-acordo para limitar sua oferta conjunta em 2017, o preço do barril de referência da organização manteve um crescimento sustentado, com uma apreciação de 15,5%.

Essa tendência se fortaleceu nesta semana após a afirmação do presidente russo, Vladimir Putin, que seu país, que não pertence à Opep, mas é um dos três maiores produtores de petróleo do mundo, está disposto a aderir ao pacto.

Putin fez esse anúncio na segunda-feira, no 23º Congresso Mundial da Energia que acontece na Turquia, onde hoje é esperada uma reunião de ministros de Petróleo de vários países exportadores, tanto da Opep como de nações que não fazem parte da organização, com foco na possibilidade de um acordo global para limitar a produção com o objetivo de elevar os preços.

Os operadores nos mercados de petróleo continuarão atentos hoje às deliberações em Istambul, assim como aos novos dados sobre a evolução da oferta e da demanda mundial de petróleo que a Opep publicará em seu novo relatório mensal.

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