Agências defendem usos de inovações tecnológicas para informar melhor

Baku, 16 nov (EFE).- Contar uma história que interesse ao maior número de pessoas possível continua sendo o objetivo principal de uma agência de notícias, mas agora é necessário fazer isso utilizando todas as inovações tecnológicas à disposição, afirmou nesta quarta-feira Anita Tobías, diretora de Vendas da "Reuters".

Tobías participa com diretores de uma centena de agências de notícias de todo o mundo no 5º Congresso Mundial de Agências de Notícias, realizado hoje e amanhã no Centro Heydar Aliyev de Baku, organizado pela azerbaijana "Azertac".

Os diretores analisaram hoje os desafios, as oportunidades oferecidas pelas novas tecnologias e o uso das inovações disponíveis para que estes veículos de comunicação sigam gerando conteúdos noticiosos.

Segundo Tobías, as agências têm uma audiência potencial de bilhões de pessoas, motivo pelo qual "nunca houve um momento melhor para o jornalismo".

Mas é preciso fazer isto inovando "agora, a cada dia e em todos os níveis", completou Ted Anthony, diretor da agência americana "AP" para a Ásia e Pacífico.

Em uma das sessões, sobre a "Inovação nas agências de notícias", discursou Nacho Martín Gómez, repórter da EFETV, para mostrar uma visão prática das novas tecnologias digitais a fim de fazer um "vídeo-jornalismo" moderno.

A Efe foi uma das primeiras agências a começar a utilizar o vídeo como suporte para divulgar notícias, nos primeiros anos da década de 1980, criando conteúdos e "como uma nova forma de contar histórias e de gerar informação", afirmou o jornalista.

A tecnologia é uma grande aliada do jornalismo, mas é necessário vencer resistências consolidadas nos profissionais tradicionais, destacou Martín.

Atualmente, por exemplo, há câmeras leves e baratas, que fazem vídeo e fotos com grande nível de qualidade, acrescentou.

Na mesma sessão, moderada por Bruce Davidson, presidente da australiana "AAP", participaram Meinor Ellers, diretor digital da alemã "DPA"; Mustafa Ozkaya, vice-diretor geral da turca "Anadolu"; Serguei Mikhailov, diretor-geral da russa "Tass", e Kakuya Ogata, vice-diretor da japonesa "Kyodo", entre outros.

Os jornalistas, em seu trabalho de gerar e divulgar informação, estão obrigados a conhecer as novas tecnologias da imagem (em sua vertente de ferramenta e na das plataformas de distribuição), se querem que os conteúdos que geram cheguem a todo tipo de audiências, considerou Nacho Martín.

"É necessário que os profissionais vejam os avanços tecnológicos como amigos, ao invés de considerá-los alheios", acrescentou.

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