Odebrecht anuncia venda total de projeto de irrigação Olmos no Peru

Lima, 26 nov (EFE).- A Odebrecht Latinvest, filial da companhia brasileira com sede em Lima e responsável por seus projetos de concessão pública, anunciou nesta sábado a venda de 100% de suas ações no projeto de irrigação Olmos às empresas Brookfield Infrastructure Partners e Suez.

Em comunicado enviado pela empresa, esta afirmou que a venda das duas concessões vinculadas ao projeto, H2Olmos S.A. e Concessionária Transposição Olmos S.A. (CTS), ficaram de maneira conjunta nas mãos dessas duas empresas.

"Os novos acionistas estão comprometidos em garantir a operação e manutenção das concessões, concentrando-se na melhoria da operação dos serviços e identificando oportunidades de investimento em infraestrutura", afirmou a Odebrecht na nota.

Este acordo será apresentado nos próximos dias formalmente perante os devedores da empresa e perante o governo regional de Lambayeque, onde se situa o projeto para sua aprovação definitiva. O projeto Olmos consiste na transposição das águas do Rio Huancabamba, na Amazônia peruana, rumo ao Pacífico através de um túnel de 20 quilômetros sob os Andes para seu uso na irrigação de terras cultiváveis e geração de energia.

Uma das empresas vendidas pela Odebrecht (CTS) é a responsável da construção e manutenção da infraestrutura do projeto, enquanto a H2Olmos se encarrega do financiamento, construção, operação e manutenção dos projetos de irrigação, que abrangem uma área de 43.500 hectares. Não há informações sobre qual foi o montante de venda.

A Odebrecht Latinvest foi criada em 2012 para consolidar as concessões viárias que a empresa brasileira já possuía no Peru e na Colômbia, assim como para identificar novas oportunidades de investimento e operação em sistemas de transporte e logísticos na América Latina. Nos últimos tempos, a Odebrecht anunciou a intenção de vender grande parte de seus ativos para enfrentar as crises institucional e legal que a empresa matriz vive no Brasil.

Neste marco se encontram os esforços da Odebrecht para vender sua participação no projeto Gasoduto Sul Peruano (GSP), cuja negociação de venda caiu esta mesma semana depois que o governo peruano insistiu em que não ia retirar a cláusula anticorrupção do contrato, uma "condição fundamental" para as empresas interessadas em sua compra.

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