OCDE revisa ligeiramente suas perspectivas econômicas para 2017

Paris, 28 nov (EFE).- A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) revisou ligeiramente para cima nesta segunda-feira as perspectivas econômicas de boa parte de seus países-membros e das grandes economias emergentes em 2017, mas insistiu na necessidade de um estímulo fiscal, especialmente na zona do euro.

Em seu relatório de perspectivas, a OCDE se alinhou com os mercados financeiros na amparo favorável a Donald Trump e estimou que seus planos de uma ação maciça de investimentos em infraestrutura, somada a uma redução tributária, favorecerão a atividade econômica.

Um impulso que a OCDE gostaria que não se limitasse aos EUA e que fosse aplicado de forma coordenada na China e nos países europeus "com margem", ou seja, basicamente a Alemanha.

Isso é o que deve contribuir para que o crescimento da economia mundial passe de 2,9% este ano para 3,3% em 2017 (um décimo a mais que as perspectivas de dois meses atrás) e para 3,6% em 2018.

De acordo com a organização, se não houver a implementação de políticas fiscais nesses três grandes blocos econômicos, a ascensão do PIB será quatro décimos inferior em 2017 e seis décimos em 2018.

O relatório tenta convencer que o arrefecimento do comércio mundial, em parte pelas barreiras de diversos tipos que afloraram, é um dos principais motivos da chamada "armadilha de baixo crescimento" que se instalou na economia global desde a explosão da crise em 2008.

No entanto, o relatório adverte que, em um cenário com impedimentos ao comércio por parte dos grandes blocos, o PIB destes poderia perder entre dois e três décimos, e - em uma mensagem a Trump - afetar mais "severamente" aos países que decidirem impor essas barreiras.

Em relação a setembro, a OCDE elevou a previsão de crescimento na Europa, mas para um nível moderado, pois o consumo e o investimento não decolam, o desemprego continua alto e os créditos duvidosos seguem pesando sobre o setor bancário.

Com a revisão, o PIB na zona do euro em 2016 será de 1,7%, um aumento de dois décimos devido em grande medida à revisão para a Espanha (quatro décimos suplementares, para 3,2%), já que os números são piores para Alemanha (1,7%) e França (1,2%), ambos com um décimo a menos, e sem mudanças para a Itália (0,8%).

A zona do euro, por sua vez, ficará praticamente nessas magnitudes, com 1,6% de expansão em 2017 (dois décimos a mais que os números de setembro) e 1,7% em 2018.

Sobre o Reino Unido, a OCDE tem uma percepção menos negativa que há dois meses, já que elevou em dois décimos seus cálculos para 2016 (2%) e 2017 (1,2%), mas ressaltou que as perspectivas são "consideravelmente mais frágeis" do que antes de os britânicos terem votado em junho pela sua saída da União Europeia.

Já em relação à China, a OCDE estimou um crescimento não tão exuberante como nos exercícios anteriores, mas sem quedas abruptas. Após os 6,9% de 2015, a organização prevê que o PIB chinês ficará em 6,7% em 2016 (dois décimos a mais que a estimativa de setembro), em 6,4% em 2017 (outras dois décimos a mais) e em 6,1% em 2018.

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