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Oposição protesta contra retirada de notas de maior valor na Índia

Nova Délhi, 28 nov (EFE).- Partidos e formações opositoras protestaram nesta segunda-feira nas principais cidades da Índia contra a decisão do governo de Narendra Modi de retirar de circulação as notas de maior valor para lutar contra o dinheiro negro, em uma medida que provocou escassez de efetivo.

O Partido do Congresso, da dinastia Nehru-Gandhi, as formações de esquerda como o Partido Comunista da Índia e o Trinamool Congress, que governa o estado de Bengala, no leste do país, lideraram manifestações com apoio maciço no país.

"Nos últimos 20 dias, 82 pessoas morreram (muitas se suicidaram, segundo a oposição) desde que o governo anunciou a desmonetização e 170 leis foram mudadas", denunciou o secretário-geral do Partido Comunista da Índia, Sitaram Yechury.

Em uma das manifestações, organizada por sua legenda em Nova Délhi, Yechury pediu que o governo de Modi retire a medida dirigida a lutar contra a corrupção e o dinheiro negro, e que foi anunciada no último dia 8.

"O Banco Central diz que levará cerca de 6 meses para substituir as antigas notas de 500 e 1.000 rúpias. Como os agricultores vão sobreviver enquanto isso?", perguntou o secretário-geral em discurso em Jantar Mantar, tradicional reduto de protestos na capital indiana.

Os organizadores convocaram manifestações independentes, em muitos casos sem coordenação, e medidas como a ligação a greves de 12 horas em várias estados. A adesão foi especialmente alta em estados como Kerala e Tripura (sul) e Bihar e Odisha (nordeste), segundo a imprensa local.

A manifestação em Calcutá, liderada pela governadora do estado de Bengala, Mamata Banerjee, uma das principais críticas da medida, também foi acompanhada em massa, segundo a agência de notícias "Ians".

O primeiro-ministro da Índia anunciou em um inesperado discurso televiso, no dia 8, a retirada das notas de maior valor e a entrada em circulação de uma nova denominação de 2.000 rúpias, assim como de um novo bilhete de 500 rúpias.

A medida provocou longas filas frente a caixas e bancos e uma falta de liquidez no país asiático que deverá se prolongar por 50 dias, de acordo com o governo.

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