Cubanos de Miami condicionam relação com Cuba à abertura na ilha

Miami, 14 dez (EFE).- A grande maioria dos cubano-americanos radicados no condado de Miami-Dade (Flórida) se opõe às relações com Cuba até que o governo de Raúl Castro dê "passos para uma sociedade livre", segundo uma pesquisa do grupo Inspire América Foundation divulgada nesta quarta-feira.

O estudo mostra que 82% dos entrevistados condicionam as relações diplomáticas e comerciais dos EUA com Cuba, restabelecidas em 2015, ao fato de Castro avançar em um processo de abertura política na ilha, frente aos 13% que são partidários de estabelecer relações.

Realizada pela "SurveyUSA" em inglês e espanhol com 600 cubanos do citado condado entre 29 de novembro e 11 de dezembro, a pesquisa destaca também que mais da metade (56%) não acredita que a morte de Fidel Castro "acelere no país a transição para a democracia".

A comunidade cubano-americana do condado de Miami-Dade, que votou nas passadas eleições de 8 de novembro em proporção de duas para um (60%) a favor do atual presidente eleito, Donald Trump, se mostrou 92% contrária a que o governo da ilha retenha os salários pagos pelas companhias americanas aos trabalhadores empregados em Cuba.

Três de quatro cubanos disseram que as companhias americanas usadas em Cuba "deveriam deixar de fazer negócios" com a ilha "enquanto as atuais condições continuarem", segundo as entrevistas finalizadas após a morte de Fidel Castro em 25 de novembro.

No total, 80% dos cubanos entrevistados eram eleitores registrados no estado da Flórida, enquanto 18% não eram.

Perguntados se compartilham a posição de proeminentes líderes opositores como Berta Soler, Óscar E. Biscet e Antonio Rodiles em sua reinvidicação de uma "sociedade livre" como condição nas relações, 80% afirmaram que os Estados Unidos devem suspender as relações com o regime cubano e "insistir que este comece a dar passos para fazer da ilha uma sociedade livre", frente aos 12% partidários de que as coisas se mantenham como até agora.

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