Instituto de Estatística acha realista meta de inflação de 17% na Argentina

Buenos Aires, 17 dez (EFE).- O diretor do Instituto Nacional de Estatística e Censos da Argentina (Indec), Jorge Todesca, afirmou neste sábado que a estabilização dos preços no país torna "realista" a meta de 17% de inflação estabelecida para 2017 pelo governo do presidente do país, Mauricio Macri.

"Há uma tendência de baixa da inflação que talvez não seja tão rápida como queremos, mas esses fenômenos saõ realmente lentos, exceto quando se faz um programa de ajustes muito rígido com uma queda muito forte da economia", disse Todesca em uma entrevista à agência oficial "Télam".

Para Todesca, a inflação entre 2007 e 2015 ficou, na média, perto dos 900%. Na opinião do chefe do Indec, esses dados tornam difícil corrigir o fenômeno em pouco tempo. No entanto, reiterou que as projeções do Ministério da Fazenda e Finanças, sob a responsabilidade de Alfonso Prat-Gay, é "bastante realista".

Um dos pontos para o otimismo para a queda da inflação, segundo Todesca, é a desaceleração do aumento dos preços dos alimentos - que passou de 2% para 1,5%. Para o chefe do Indec, essa é uma redução significativa, já que esse setor tem um peso de 37% no índice global.

Em novembro, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Argentina foi de 1,6%. Cálculos de consultoras privadas pela oposição elevaram esse número para 1,9%, enquanto a inflação no ano acumula 43,4%.

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