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Mais de 160 pessoas são detidas durante protesto no Estado do México

05/01/2017 02h48

México, 4 jan (EFE).- O governo do Estado do México informou nesta quarta-feira que 161 pessoas foram detidas por realizarem atos de vandalismo durante protestos pelo aumento dos preços de combustível, e rejeitou que tivesse decretado um toque de recolher ou presença de grupos armados no estado.

Em comunicado, o governo estadual afirmou que 126 adultos e 35 menores de idade foram detidos "por diversos atos de vandalismo" em diversos estabelecimentos comerciais nos municípios de Acolman, Ecatepec, Naucalpan, Nicolás Romero, Tultepec e Tecámac.

Por outro lado, rotulou de "falsas as mensagens, publicações e áudios que circulam em redes sociais sobre um suposto toque de recolher ou presença de grupos armados em alguns municípios" e opinou que ter o "único propósito" de "gerar psicoses e temor entre as pessoas".

Moradores de Ecatepec confirmaram à Agência Efe que presenciaram saques em shoppings e lojas da região, e denunciaram que a polícia não estava intervindo, apesar dos assaltos.

"É uma coisa de realmente horrível. Estavam saqueando um supermercado", disse Víctor, morador do município.

Nesta região, o foco dos saques, que já haviam ocorrido na terça-feira em pelo menos um centro comercial do Estado do México, foi a estrada livre México-Pachuca, de acordo com Víctor, dizendo que o protesto pelo aumento do preço dos combustíveis seja um pretexto suficiente para atos criminosos.

"São rapazes, senhoras, isto já saiu do contexto, estão roubando e não é pelo preço da gasolina", disse.

Além disso, denunciou a falta de ação das forças de segurança enviadas para a região: "a polícia estava por lá, mas não interveio. As pessoas podem entrar saqueando e levar o que quiser".

Dos adultos detidos, 106 são homens e 20 mulheres, e dos menores detidos, 30 são rapazes e cinco meninas.

O governo do Estado do México reiterou "seu respeito pela liberdade de expressão", mas advertiu que "não vai tolerar atos ilegais e que atentem contra o resto da população".

O presidente do México, Enrique Peña Nieto, prometeu uma resposta dura após o agravamento dos protestos pelo aumentos dos preços do combustível, e subiu de tom com atos de vandalismo e bloqueios em estrada e em terminais da Petróleos Mexicanos (Pemex) de vários pontos do país.

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