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Enviado da ONU pede solução para crise de eletricidade na Faixa de Gaza

Jerusalém, 13 jan (EFE).- O enviado especial da ONU para o Oriente Médio, Nickolay Mladenov, manifestou nesta sexta-feira sua "preocupação" pela crise energética na Faixa de Gaza, que nos últimos dias vem desencadeando protestos sociais no território palestino que é controlado pelo movimento islamita Hamas.

"Sigo com grande preocupação a situação tensa em Gaza, depois que 2 milhões de palestinos ficaram com apenas algumas horas de eletricidade por dia em pleno inverno", disse Mladenov em comunicado divulgado hoje aos veículos de imprensa.

As principais causas são a escassez do combustível que alimenta a única usina elétrica e os desacordos entre o Hamas e a Autoridade Nacional Palestina (ANP) e seu presidente, Mahmoud Abbas, que governa na Cisjordânia, sobre quem e como pagar as despesas com combustível.

Milhares de moradores de Gaza saíram ontem às ruas para solicitar o restabelecimento do fornecimento de energia elétrica, que na faixa palestina costumava ser de cerca de oito horas a cada 12.

Mas os desacordos políticos entre Ramala e Gaza levaram a cortes e ao desabastecimento de combustível, que vem de Israel através de caminhões-pipa que o descarregam em um terminal na fronteira, onde é recolhido por caminhões palestinos.

Em circunstâncias normais, Gaza requereria 500 megawatts por dia, mas dispõe de muito menos eletricidade: Israel lhe fornece 120 megawatts, o Egito outros 30 e sua já envelhecida usina outros 60.

A crise aumentou as já difíceis condições no território no qual vivem 2 milhões de palestinos e que é submetido a forte bloqueio israelense.

Nos protestos dos últimos dias os manifestantes incendiaram pneus e criticaram o governo do Hamas, o que levou a enfrentamentos em alguns pontos com as forças de segurança do movimento islamita.

Nesse sentido, Mladenov pediu respeito "à liberdade de expressão e ao direito de protestar pacificamente" em Gaza, e que as partes envolvidas resolvam o problema o mais rápido possível.

"Todas as autoridades responsáveis devem cooperar para solucionar imediatamente a crise de eletricidade", concluiu.

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