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Herdeiro da Samsung diz que presidente Park Geun-hye pressionou sua empresa

Tóquio, 13 jan (EFE).- O herdeiro e presidente de fato do grupo Samsung, Lee Jae-yong, declarou que a presidente afastada da Coreia do Sul, Park Geun-hye, pressionou sua empresa para que doasse dinheiro a fundações envolvidas na trama de corrupção que atingiu o país, afirmou nesta sexta-feira a promotoria.

A afirmação de Lee aconteceu durante o interrogatório de 22 horas a que foi submetido, diante do grupo de promotores que investiga o chamado escândalo da "Rasputina" e poderia ter consequências penais, segundo explicou um representante do Ministério fiscal sul-coreano à agência "Yonhap".

"Levando em conta outros precedentes, inclusive que o suborno tenha ocorrido sob pressão, o doador seria punido", disse o funcionário, acrescentando que em todo caso, a pressão exercida supostamente pela presidente poderia constituir "um fator atenuante".

Esta declaração não corresponde com o que Lee Jae-yong disse no mês passado no parlamento sul-coreano, onde negou a existência de pressão por parte da presidente afastada para fazer doações a entidades ligadas a Choi Soon-sil, apelidada de "Rasputina" por sua proximidade e influência sobre Park Geun-hye.

A promotoria acredita que a Samsung assinou um contrato no valor de 22 bilhões de wons (cerca de US$ 18,6 milhões) com uma empresa com sede na Alemanha, de propriedade de Choi, e além disso, apoiou financeiramente para que sua filha, que se dedica ao hipismo, treinasse no país e lá adquirisse seus cavalos.

O grupo também doou 20,4 bilhões de wons (US$ 17,3 milhões) a uma fundação controlada supostamente por Choi e estabelecida para extorquir grandes conglomerados do país.

Os promotores suspeitam que os pagamentos poderiam ser feitos para garantir que Serviço Nacional de Pensão, controlado pelo governo e acionista de uma empresa do grupo, aprovasse a fusão desta e outra subsidiária da Samsung apoiada pela família Lee, mas fortemente criticada por um fundo de alto risco.

O porta-voz da procuradoria citado pela "Yonhap" disse que mesmo assim Lee Jae-yong negou durante o interrogatório a maioria das acusações contra seu grupo de empresas e que ainda se está ponderando sobre sua possível prisão, o que seria um duro golpe para a Samsung.

Lee assumiu o conglomerado em outubro do ano passado, depois que seu pai, Lee Kun-hee, sofreu um infarto em maio de 2014, que ainda o mantém hospitalizado e sem falar.

O caso da "Rasputina" provocou indignação na Coreia do Sul e levou o parlamento a afastar de seu cargo a presidente Park Geun-hye, que agora aguarda a decisão se será cassada ou não.

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