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China se declara contrária a "qualquer tipo de protecionismo"

Pequim, 5 mar (EFE).- O governo chinês se declarou neste domingo contrário "a qualquer tipo de protecionismo", frente à "tendência antiglobalização" que se vive em alguns países como os Estados Unidos.

Assim afirma o relatório de trabalho governamental que será apresentado hoje pelo primeiro-ministro Li Keqiang na abertura do plenário anual da Assembleia Nacional Popular, o Legislativo chinês.

"As portas da China seguirão se abrindo cada vez mais", destaca Li Keqiang no mencionado documento, que afirma que este país estará cada vez mais envolvido na governança global.

Em um momento no qual os Estados Unidos se direcionam ao protecionismo, a China aposta em promover o livre-comércio com seu respaldo a iniciativas como a Associação Econômica Regional Integral (RCEP) para a Ásia-Pacífico, diante das dúvidas sobre a viabilidade de um Tratado Transpacífico (TPP) sem os americanos.

"O crescimento econômico mundial continua sendo frágil e estão crescendo tanto a tendência antiglobalização como o protecionismo", ressalta o primeiro-ministro.

Li considera que há "muita incerteza" sobre a direção que tomarão as grandes economias e seus efeitos de contágio, em aparente alusão, mas sem mencionar de forma específica, às primeiras decisões do governo de Donald Trump e ao "Brexit".

"Os fatores que poderiam causar instabilidade e incerteza estão aumentando notavelmente", ressalta, situando a defesa da globalização como uma prioridade de seu governo durante este ano.

"Os eventos tanto dentro como fora da China requerem que estejamos preparados para enfrentar situações mais complicadas e graves", considera.

No entanto, as empresas estrangeiras que trabalham neste país criticam que, enquanto as autoridades chinesas clamam contra o protecionismo fora, impõem barreiras ao investimento estrangeiro em seus mercados domésticos.

Sem referir-se diretamente às críticas, o primeiro-ministro garante no documento que a China "seguirá trabalhando para ser o destino mais atrativo para o investimento estrangeiro".

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