Bolsas

Câmbio

Alto déficit comercial é "risco para a segurança nacional", diz Casa Branca

Washington, 6 mar (EFE).- O diretor do Conselho Nacional de Comércio da Casa Branca, Peter Navarro, alertou nesta segunda-feira que o elevado déficit comercial dos Estados Unidos é um "risco para a segurança nacional" e prometeu lutar contra a imigração em massa de empresas americanas para o estrangeiro.

"Uma forte base manufatureira e industrial é o fundamento da segurança nacional. O elevado déficit comercial é um risco para os EUA", disse Navarro em seu primeiro discurso depois de tomar posse.

"Reduzir esse déficit através de duras e inteligentes negociações é um modo de aumentar as exportações líquidas e impulsionar a taxa de crescimento econômico", indicou Navarro na conferência anual da Associação Nacional de Economistas e Negócios, em Washington.

O déficit comercial internacional dos EUA em 2016 cresceu para US$ 502 bilhões, o maior desde 2012. Navarro disse que, se a atual tendência continuar, o capital estrangeiro assumirá o controle de amplas fatias da economia americana.

O economista reforçou os principais eixos da agenda comercial defendida pelo presidente dos EUA, Donald Trump, baseada na renegociação dos acordos comerciais internacionais e o nacionalismo econômico.

"O comércio deve ser livre, justo e recíproco. O Japão, por exemplo, exporta mais veículos aos EUA em dois dias do que os EUA enviam ao Japão durante um ano inteiro", explicou.

Além do Japão, Navarro também criticou as práticas comerciais injustas promovidas por China, Alemanha e Índia.

Para o diretor de Comércio da Casa Branca, um cargo criado por Trump, é imprescindível frear a saída de empresas para o exterior. Navarro, no entanto, negou que o governo Trump buscará aumentar as barreiras tarifárias a outros países.

"A meta é que outros países reduzam as deles", explicou.

Trump ameaçou empresas americanas que planejem transferir parte de suas operações para fora do país com taxas tarifárias, e fez especial insistência no desequilíbrio comercial com o México.

O presidente marcou o comércio como um dos principais objetivos de seu governo. No primeiro dia no cargo, confirmou a saída dos EUA da Parceria Transpacífica (TPP), assinado por Barack Obama. E prometeu renegociar o "desastroso" Tratado de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta), com México e Canadá.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos