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Déficit comercial dos EUA dispara em janeiro e atinge maior nível desde 2012

Washington, 7 mar (EFE).- O déficit comercial dos Estados Unidos cresceu 9,6% em janeiro e foi de US$ 48,5 bilhões, seu maior nível em quase cinco anos, enquanto o governo de Donald Trump tenta controlar este saldo negativo, já que afeta a segurança nacional.

O déficit comercial de janeiro, que seguiu o de US$ 44,3 bilhões registrado em dezembro, é o mais alto desde março de 2012, quando foi de US$ 50,2 bilhões.

De novo, as elevadas importações foram a causa deste auge no déficit comercial, impulsionadas pelo dólar forte e a alta da despesa dos consumidores, que nos EUA representa dois terços da atividade econômica, e ultrapassaram a ligeira recuperação das exportações.

No primeiro mês do ano, as importações americanas cresceram 2,3% e se situaram em US$ 240,6 bilhões, enquanto as exportações registraram uma alta de 0,6% e alcançaram os US$ 192,1 milhões, segundo o relatório do Departamento de Comércio apresentado nesta terça-feira.

"As exportações e as importações parecem estar se recuperando. Infelizmente para a economia dos EUA, as importações reais (ajustadas pela evolução de preços) estão crescendo muito mais rápido do que as exportações reais na atualidade", afirmou Jay Bryson, economista global do banco Wells Fargo.

Por países, o saldo negativo no comércio dos EUA com a China cresceu em janeiro até os US$ 31,3 bilhões, a taxa mensal mais alta desde setembro do ano passado.

Também aumentou em janeiro o déficit comercial com o Canadá, que ficou em US$ 3,6 bilhões, enquanto com o México caiu para US$ 3,9 bilhões.

China e México são dois dos principais responsáveis deste saldo negativo e foram apontados especificamente pelo presidente Donald Trump como prioridades da agenda econômica do novo governo americano.

O déficit dos EUA em seu comércio com outros países superou em 2016 os US$ 502 bilhões, o maior número desde 2012, impulsionado pelo saldo negativo com a China de mais de US$ 300 bilhões.

"Reduzir este déficit através de duras e inteligentes negociações é um modo de aumentar as exportações líquidas e impulsionar a taxa de crescimento econômico", indicou o diretor do Conselho Nacional de Comércio da Casa Branca, Peter Navarro.

O déficit comercial representa um freio ao crescimento econômico dos EUA, cujo último indicador do quarto trimestre de 2016 mostrou uma taxa anualizada de expansão de 1,9%.

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