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Sturgeon quer convocar referendo de independência em 2018 ou 2019

Londres, 13 mar (EFE).- A ministra principal do governo escocês, Nicola Sturgeon, anunciou nesta segunda-feira que promoverá a legislação pertinente para realizar um segundo referendo de independência da Escócia entre o outono de 2018 e a primavera de 2019.

Em entrevista coletiva na Bute House, sua residência oficial em Edimburgo, a líder independentista afirmou que deve "atuar" antes que seja "demais tarde", devido ao "muro de intransigência" criado pelo governo da conservadora Theresa May perante o "Brexit", a saída do Reino Unido da União Europeia (UE).

"Na minha opinião, é importante que a Escócia possa exercer o direito a escolher nosso próprio futuro quando as opções estiverem mais claras do que agora, mas antes que seja demais tarde para decidir nosso próprio caminho", afirmou.

Sturgeon revelou suas intenções às vésperas de a primeira-ministra britânica, Theresa May, invocar o artigo 50 do Tratado de Lisboa - que iniciará os dois anos de negociação com Bruxelas para a saída da UE-, uma vez que receba, possivelmente esta noite ou nos próximos dias, a autorização do parlamento britânico.

A ministra principal precisou que na próxima semana pedirá ao parlamento autônomo escocês que autorize a solicitação da chamada "Ordem 30" do parlamento de Londres, que, se for concedida, permitiria convocar esse segundo referendo, após o realizado em 18 de setembro de 2014.

Em virtude da legislação autônoma, para organizar o novo referendo -se for recebida a aprovação do governo e do parlamento nacionais-, seriam precisos a data e os termos do mesmo, explicou.

A líder do Partido Nacionalista Escocês (SNP) argumentou que o povo da Escócia deve poder escolher entre se transformar em uma nação independente ou "o Brexit' duro" promovido por May, que já disse que quer deixar completamente a UE, incluído o mercado único.

Sturgeon argumentou que a líder conservadora não escutou as ofertas de seu governo de negociar a permanência da Escócia no mercado único após a saída do Reino Unido do bloco, incluídas em um documento que enviou ao governo de Londres.

A líder escocesa acusou May de não ter "movido nem um ápice" na busca de um consenso com a região escocesa, que, com a Irlanda do Norte, votou por grande maioria, de 62% contra 38%, a favor de ficar na UE no referendo britânico de 23 de junho.

Em 3 de março, May arremeteu contra o SNP de Sturgeon em discurso no congresso do Partido Conservador escocês, quando a acusou de "descuidar" das necessidades primárias da região em favor de seu objetivo separatista.

Em uma dura mensagem, a dirigente conservadora advertiu ao governo independentista escocês que "a política não é um jogo" e o acusou de estar "obsessivo" com promover a independência da região.

O SNP sustenta que tem "um mandato democrático de aço" para convocar um novo referendo e independência pois em seu manifesto eleitoral de 2016 incluiu que haveria essa opção se "Escócia fosse tirada da União Europeia contra sua vontade".

Uma pesquisa de Ipsos Mori de 9 de março mostrava uma divisão do 50% a favor e contra da independência, embora, quando eram levados em conta aos indecisos, ganhava por pouco a permanência no Reino Unido, com 51% frente a 49%.

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