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Brasil é único país com perspectiva pessimistas sobre empregos nas Américas

Cidade do Panamá, 14 mar (EFE).- O Brasil é o único país das Américas com perspectivas pessimistas sobre a geração de novos postos de trabalho para o segundo trimestre deste ano, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira pelo Manpower Group.

De acordo com a Pesquisa de Expectativa de Emprego da companhia, realizada trimestralmente, o Brasil foi o único a registrar índice negativo, de -4%. Do outro lado da tabela, os Estados Unidos lideram os planos de contratação, com 17%, seguidos de Guatemala (13%), Colômbia (12%), México (12%), Costa Rica (11%), Peru (11%), Canadá (7%), Panamá (6%) e Argentina (4%).

Os resultados são semelhantes em relação ao trimestre anterior, com EUA e Guatemala na frente dos demais, ambos com 16%. Na sequência vêm México (14%), Costa Rica (12%), Canadá (11%), Colômbia (8%), Panamá (8%), Peru (7%) e Argentina (6%). O Brasil registrou índice negativo de -9% na última pesquisa.

Segundo o gerente de Desenvolvimento de Negócios da Manpower Group para o Caribe e a América Central, Ariel Ayela, apesar de as perspectivas continuarem frágeis no Brasil, a tendência nacional, dos setores e das regiões sobe cinco pontos percentuais em comparação com o trimestre anterior e mostra um comportamento moderado em relação ao restante do ano.

Apesar disso, essas expectativas de contratação são as mais otimistas dos últimos dos anos. A pesquisa no Brasil revelou que 15% dos empregadores esperam aumentar o quadro de profissionais no próximo trimestre. Outros 15% preveem uma redução em suas atuais equipes e 65% não preveem mudança na força de trabalho atual.

"As previsões para o segundo trimestre continuam desapontando, mas temos alguns sinais de estímulo. Por exemplo, a confiança em melhoria na contratação no setor de transporte tem apresentado um crescimento gradual por três trimestres consecutivos. E o setor industrial tem a mais forte previsão desde 2014", afirmou o presidente-executivo do Manpower Group no Brasil, Nilson Pereira, em comunicado.

"É muito cedo para dizer que estes indicadores positivos signifiquem uma reviravolta, mas nós esperamos que o pior já tenha passado", completou.

Em níveis mundiais, os melhores indicadores foram registrados por Taiwan (24%), Japão (23%), Eslovênia (22%), Índia (18%) e Hungria (17%), segundo a pesquisa, que entrevistou mais de 58.000 profissionais em 43 países.

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