Ministro britânico admite que não avaliou impacto do "Brexit" sem acordo

Londres, 15 mar (EFE).- O ministro britânico para o "Brexit", David Davis, admitiu nesta quarta-feira que o governo não fez uma análise sobre o impacto econômico que poderá ter para o Reino Unido a saída da União Europeia (UE) sem um acordo.

Em um comparecimento no Comitê sobre a Saída da UE da Câmara dos Comuns, Davis reconheceu que as empresas britânicas podem ter que pagar tarifas se o Reino Unido não alcançar um acordo satisfatório com os ainda parceiros do bloco.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, já indicou que "nenhum acordo é melhor do que um mal acordo", em referência ao que possa surgir dos dois anos de negociações entre Londres e Bruxelas sobre os termos da saída britânica da UE.

Caso não seja alcançado um acordo comercial, o Reino Unido deverá estar submetido às regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), o que suporá que muitos setores, como as exportações agrícolas, afrontem altas tarifas.

Em seu comparecimento, David disse que espera que dentro de um ano poderá quantificar o impacto de uma eventual falta de acordo.

"Não posso quantificá-lo ainda. Talvez possa fazê-lo dentro de um ano. (Mas) Não é tão aterrorizador como algumas pessoas pensam, mas não tão simples como alguns acreditam", afirmou Davis.

Davis fez esta afirmação antes de o governo ativar o "Brexit".

A primeira-ministra britânica, Theresa May, informou ontem que no final de março, sem dar uma data concreta, irá ao parlamento para informar que invocou o artigo 50 do Tratado de Lisboa, que inicia o processo de negociações com a UE.

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