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Estudo revela que consumo digital cresce entre brasileiros com cartão Visa

Redação Central, 16 mar (EFE).- O número de brasileiros que compram online vem crescendo cada vez mais, especialmente com ajuda de aplicativos. Embora a modalidade seja nova, se comparada ao mercado tradicional, o aumento das vendas eletrônicas pode ser notado em números.

De acordo com a Visa, companhia global de tecnologia de pagamento e presente em 200 países, 58 mil compras na rede são feitas por hora no Brasil. Em um ano, 38% das pessoas com cartão com a bandeira da empresa aderiram ao comércio online no país. Esses dados fazem parte do Score Digital, um novo modelo estatístico desenvolvido pioneiramente no Brasil pela Visa Performance Solutions.

"O Score Digital serve para mostrar para onde o consumidor está indo. É como a gente traduz a evolução do comportamento do cliente em números. Como o mundo online e o mundo físico se conectam. O Score Digital é dividir isso em dimensões", afirmou Alexandre Peyser, diretor do Visa Performance Solutions e um dos criadores do método, em entrevista à Agência Efe.

Ele explicou que a ideia de fazer um acompanhamento mais aprofundado do consumidor surgiu há um ano e meio, e, de lá para cá, vários conceitos foram trabalhados.

"Agora, estamos lançando no Brasil e vamos poder acompanhar os dados mês a mês. O objetivo é agregar todas as informações do cliente no mundo online e traduzir o nível. Cada cliente usa um score digital", explicou o engenheiro.

Atualmente, o consumidor digital pode ser dividido em três categorias básicas: ocasional, emergente e superdigital.

"O perfil do brasileiro que consome digitalmente é bem variado, mas algo que ele usa muito é o serviço de transporte. O Brasil é emergente digital, tem muito espaço para crescer. Hoje, São Paulo, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro são estados que mais têm superdigitais. O nosso levantamento não é uma pesquisa, é um dado transacional. Atravessa gerações, atravessa gênero", esclareceu Luana Shirozono, diretora do Visa Performance Solutions e a outra criadora do modelo.

Segundo a matemática, além dos aplicativos de transporte, o brasileiro usa com frequência os serviços de streaming, apps de compras e de educação.

"A pessoa que compra um aplicativo de educação, por exemplo, é um superdigital. Ela é um agente transformador. Os comércios precisam começar a trabalhar bem esse lado online. É algo muito importante", enfatizou.

Peyser, por sua vez, acredita que a ferramenta será importante para as empresas definirem estratégias de alcance do público-alvo.

"Estamos trabalhando com vários comércios nessa atividade de consultoria sobre como atingir melhor os clientes. O Banco do Brasil foi o primeiro a aderir ao Score Digital. A Visa está entre o comércio e o banco. Com esse score, as empresas brasileiras vão poder ter mais noção e controle para traçar estratégias e ter domínio do público-alvo. Munir as empresas de tendências e perfis vai ajudar a transformar as companhias", disse.

Para o futuro, os dois acreditam que o país tenha muito a mostrar.

"Há uma demanda reprimida de digital. Todos os meses, acontecem migrações de categoria. Existe uma demanda latente para o consumo digital", afirmou Luana, que acredita que o atual momento da economia brasileira afeta pouco esse processo.

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