FAO pede produção de carvão reduzida e mais eficiente na América Latina

Santiago do Chile, 23 mar (EFE).- A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) pediu nesta quinta-feira que os governos da América Latina e do Caribe sejam parte da transição do carvão e gerem condições atrativas para investimentos que tornem mais eficiente a produção e o uso do carvão vegetal para diminuir a emissões de gases do efeito estufa.

O pedido aos países que assinaram a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável tem o objetivo de "criar um entorno político propício e um clima de investimento atrativo para a transição a um setor mais ecológico do carvão vegetal", afirmou um comunicado do Escritório Regional da organização.

A FAO propõe que os países desenvolvam políticas públicas que incentivem um uso seguro do carvão.

A região registrou uma produção de 8,9 milhões de toneladas de carvão em 2015, ocupando o segundo lugar em nível mundial depois da África, segundo a última publicação da FAO.

Em nível global, o Brasil lidera a produção com 6,2 milhões de toneladas, que equivalem a 12% da produção total no planeta.

Mais de 90% do carvão brasileiro é utilizado para fins industriais, sendo 80% consumidos pelo setor metalúrgico. Por outro lado, em outros países da região o carvão serve para a indústria de alimentos e para uso doméstico.

O relatório da organização propõe que, com a "mudança de fornos para aparatos mais modernos e eficientes, as emissões de gases do efeito estufa poderia cair em 80%", contribuindo com a mitigação da mudança climática.

Metade da população na América Central, cerca de 22,5 milhões de pessoas, depende da lenha e do carvão "para satisfazer suas necessidades energéticas básicas", como o cozinhar alimentos, e em menor escala, para a calefação e uso da pequena indústria.

No último registro da FAO, a América Latina e o Caribe emitiram 371 milhões de toneladas métricas de dióxido de carbono (MtCO2) pelo uso de madeira e carvão, sendo a madeira o principal emissor, com 297 milhões de toneladas de CO2, seguida do carvão, com 74 milhões toneladas emitidas.

A FAO estima que "mais de 3 bilhões de pessoas, em nível mundial, não têm acesso a tecnologia energética limpa para cozinhar alimentos".

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