Papa diz que desarmamento nuclear é imperativo moral e humanitário

Cidade do Vaticano, 28 mar (EFE).- O papa Francisco enviou uma mensagem à Organização das Nações Unidas (ONU) que debate, desde ontem, um tratado internacional para proibir as armas nucleares e enfatizou que o desarmamento "é um imperativo moral e humanitário" e possível de ser alcançado.

A mensagem foi lida pelo subsecretário para as Relações com os Estados, Antoine Camilleri, que lidera a delegação da Santa Sé, e divulgada nesta terça-feira pelo escritório de imprensa do Vaticano.

"O objetivo final da eliminação total das armas nucleares torna-se um imperativo moral e humanitário. É um processo que requer diálogo, construção e consolidação de mecanismos de confiança e cooperação", escreveu o papa.

Francisco lembrou seu discurso na Assembleia geral da ONU, em 25 de setembro de 2015, e ressaltou que "é preciso trabalhar por um mundo sem armas nucleares, aplicando plenamente, na letra e no espírito, o Tratado de Não-Proliferação para se chegar a uma proibição total destes instrumentos".

Para o pontífice, diante das atuais ameaças, como terrorismo, guerras, problemas ambientais e pobreza, é preciso se questionar "se as armas nucleares podem ser realmente um freio, uma resposta eficaz a esses desafios".

"A paz e a estabilidade internacionais não podem ser fundadas num falso sentido de segurança, na ameaça da destruição reciproca, na simples manutenção de um equilíbrio de poder", afirmou.

O papa terminou sua mensagem desejando que os trabalhos da Conferência da ONU sejam "inspirado em argumentações éticas e morais" e que seja "um exercício de esperança (...) que possa constituir um passo decisivo na caminhada em direção a um mundo sem armas nucleares".

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