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Brasil e Argentina reativam relação com foco nas pequenas e médias empresas

Buenos Aires, 5 abr (EFE).- Autoridades da área comercial e produtiva dos governos de Brasil e Argentina se reuniram nesta quarta-feira em Buenos Aires e reiteraram sua vontade de reativar a relação econômica por meio de uma maior aproximação do setor privado e, especialmente, das pequenas e médias empresas.

O ministro de Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, e o ministro de Produção argentino, Francisco Cabrera, lideraram nesta quarta-feira a quarta reunião da Comissão Bilateral de Produção e Comércio, criada no início de 2016 após a chegada de Mauricio Macri à presidência do país vizinho.

Em entrevista coletiva realizada após este encontro, Cabrera destacou que a "etapa recessiva" que afeta o Brasil tem um impacto "muito forte" na Argentina, seu principal parceiro político e econômico.

"Cerca de 50% de nossas exportações de origem industrial vai para o Brasil", afirmou, antes de destacar que a economia brasileira está "saindo" da crise, algo que se demonstra pelo fato de que nos últimos quatro meses houve um crescimento das exportações da Argentina ao país.

Na entrevista, o ministro argentino declarou que o mais relevante deste tipo de reunião é que realizam um "acompanhamento trimestral" das agendas de Macri e do presidente Michel Temer, no marco de seu objetivo de iniciar o "relançamento da relação" bilateral.

Entre os aspectos mais relevantes que abordaram, Cabrera destacou a meta de que exista uma "coerência regulatória" entre ambos países e a incorporação do setor privado através de um conselho que criaram nesta própria quarta-feira e para o qual ainda falta que as centrais empresariais de ambos países definam seus representantes.

Para ele, é "muito relevante" que este organismo participe do processo e, segundo antecipou, na próxima reunião que terão em julho em Brasília, o setor privado já estará presente.

Quanto aos setores que participarão deste relançamento do vínculo comercial, Cabrera ressaltou que os mais interessados são o industrial e o agroindustrial, que já têm uma grande presença no Brasil graças ao alto nível de "integração econômica" que existe entre ambos países.

Além disso, reforçou que o fundamental neste processo é que haja uma participação "transversal" das pequenas e médias empresas.

"Achamos que a capacidade de integração das pequenas e médias empresas e fazer com que o comércio seja mais fácil para eles é extremamente importante e é parte do núcleo da agenda de trabalho que estamos construindo", assegurou.

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