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Desemprego nos EUA cai em março para 4,5%, a menor taxa em 10 anos

Washington, 7 abr (EFE).- O índice de desemprego nos Estados Unidos caiu em março para 4,5%, o mais baixo em uma década, mas o ritmo de geração de emprego ficou em 98 mil novas vagas, bem abaixo das expectativas.

O relatório do Departamento de Trabalho divulgado nesta sexta-feira mostrou uma redução de dois décimos na taxa de desemprego, frente aos 4,7% de fevereiro, um novo sinal de melhoria no mercado de trabalho americano.

No entanto, a cifra de criação de 98 mil novos postos de trabalho foi muito menor que a esperada pelos analistas, que tinham antecipado quase o dobro, com 185 mil vagas.

Este é o terceiro relatório de desemprego desde que Donald Trump assumiu a presidência dos EUA. O atual chefe de Estado prometeu durante a campanha eleitoral criar 2,5 milhões de empregos por ano, o que daria uma média de 208 mil por mês, mas, em seu primeiro trimestre de governo, a média mensal foi de 178 mil.

Em março, os economistas apontam que a criação de emprego foi afetada pela forte tormenta de neve que atingiu o nordeste e o meio oeste dos Estados Unidos.

Já o indicador de salário médio por hora subiu 0,2% em relação a fevereiro, para US$ 26,14, enquanto cresceu 2,7% em estimativa anual, em comparação com março de 2016.

Habitualmente, os salários sobem entre 3% e 4% anuais nos anos de bonança econômica.

Por outro lado, a taxa de participação, que reflete o número de pessoas em idade de trabalho que procuram emprego ativamente, ficou em 63%, sem mudanças em comparação com o mês anterior.

O índice de desemprego de março coincide com a avaliação do Federal Reserve (Fed, banco central) dos EUA, de que a economia do país se encontra em níveis próximos ao pleno emprego, e acrescenta argumentos para que o ritmo de ajuste monetário continue, depois de dois aumentos nas taxas de juros em apenas quatro meses.

Atualmente, as taxas de juros estão na categoria entre 0,75% e 1%, e a presidente do banco central Janet Yellen já adiantou que, se a economia mantiver seu ritmo de crescimento, poderão acontecer dois novos ajustes monetários ao longo de 2017.

Os mercados financeiros receberam o relatório sobre os dados de desemprego com dúvidas, e o Dow Jones Industrial, o principal indicador de Wall Street, registrava queda de 0,13% pouco depois do início da sessão, algo para o qual contribuíram as notícias do ataque militar americano contra uma base aérea da Síria. EFE

afs/rpr

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