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Fitch também rebaixa nota da África do Sul a bônus lixo

Johanesburgo, 7 abr (EFE).- A agência de classificação de risco Fitch rebaixou nesta sexta-feira a qualificação de crédito da África do Sul a bônus lixo pela polêmica remodelação de governo efetuada na semana passada pelo presidente do país, Jacob Zuma.

A decisão de Fitch acontece quatro dias após a Standard & Poor's anunciar a desvalorização da nota da África do Sul a bônus lixo pela mesma razão.

Assim como a Standard & Poor's, a Fitch passou a qualificação de crédito do país de BBB- a BB+.

"A remodelação de governo, que substituiu o ministro das Finanças, Pravin Gordhan, e seu vice, Mcebisi Jonas, resultará provavelmente em uma mudança de direção da política econômica", explicou a Fitch em comunicado.

Gordhan era visto pelos investidores como uma garantia de estabilidade orçamentária, e era contra o custoso projeto de construir novas usinas nucleares na África do Sul proposto por Zuma, ao considerá-lo extremamente caro para as possibilidades do país.

"As diferenças sobre o custoso programa nuclear levaram à demissão de outro ministro das Finanças, Nhlanhla Nene, em dezembro de 2015, e a Fitch acredita que contribuíram para esta nova mudança de governo", acrescenta a agência de qualificação.

"Com o novo gabinete, que inclui um novo ministro da Energia, é provável que o programa avance com relativa rapidez", acrescenta a Fitch, que considera que a demissão de Gorhdan pode reverter os esforços do ministro para melhorar a gestão das empresas públicas.

A destituição de Gordhan provocou uma profunda fratura no Congresso Nacional Africano (CNA) e na aliança governista, na qual vários dirigentes pediram a renúncia de Zuma ao acusarem-no de prejudicar a economia em benefício de empresários próximos com contratos com o Estado.

A oposição apresentará no dia 18 de abril uma moção de censura contra o presidente, à qual devem se somar os deputados descontentes da maioria absoluta governista.

Dezenas de milhares de pessoas se manifestaram nesta sexta-feia em todo o país para exigir a saída de Zuma, que tem mandato até 2019 e deixará a liderança do CNA em dezembro.

A economia sul-africana está à beira da estagnação, e registra seus piores níveis de desemprego em quase uma década e meia.

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