Facebook aposta em câmera como principal plataforma de realidade aumentada

Nora Quintanilla.

Nova York, 18 abr (EFE).- O Facebook revelou a uma legião de desenvolvedores nesta terça-feira o acesso ao seu aplicativo de câmera, com o intuito de que a transformem na principal plataforma de realidade aumentada e contribuam para "fortalecer as comunidades ao misturar o digital e o físico".

Assim anunciou o cofundador da rede social, Mark Zuckerberg, na abertura da esperada conferência F8, evento realizado entre hoje e amanhã em San José, na Califórnia, que antecipa as tendências da empresa para o futuro.

"Vamos transformar a câmera na principal plataforma de realidade aumentada dando aos desenvolventes o poder de criar. Usamos ferramentas primitivas porque estamos no início do caminho. Ninguém construiu uma plataforma ainda, e hoje começamos a criá-la", disse Zuckerberg perante uma plateia de quatro mil pessoas, além de outras 20 mil que acompanhavam a apresentação por streaming.

Nas últimas semanas, o Facebook implementou em sua família de aplicativos uma câmera que, segundo o cofundador da rede social, será "mais essencial que as mensagens de texto" quando continuar a tendência tecnológica da realidade aumentada à qual aspira no longo prazo, junto à conectividade e à inteligência artificial.

Para "misturar o digital e o físico", os desenvolventes criarão efeitos de câmera e filtros com três blocos técnicos que articulam a realidade aumentada: localização e mapeamento simultâneos (SLAM), efeitos em três dimensões (3D) e reconhecimento de objetos.

Entre a "magia" que contribuirá para o desenvolvimento desta plataforma, Zuckerberg mencionou o aparecimento da "street art" virtual, a possibilidade de deixar notas para que os amigos as vejam ao comparecer a estabelecimentos e a "potenciação" de objetos, como uma simples xícara de café, com vapor em forma de corações.

Os desenvolventes serão capazes de "programar frente ao mundo real" através de duas ferramentas chamadas Frame Studio e AR Studio, que permitem criar efeitos e filtros animados, explicou a vice-presidente da plataforma, Deborah Liu.

Além disso, o Facebook lançou em modo de testes o aplicativo Spaces para o dispositivo de realidade virtual Oculus Rift e a versão 2.0 do Messenger, que segundo a empresa está mostrando grande utilidade no âmbito empresarial.

O Spaces surge como estandarte da "realidade virtual social", pois permitirá se relacionar a distância mediante um avatar e acessar espaços personalizáveis para realizar atividades em grupo, desde explorar o universo e desenhar no ar até fazer "selfies" ou chamadas de vídeo com o Messenger.

Quanto ao Messenger, o vice-presidente de produtos de mensagem, David Marcus, comemorou o fato de 1,2 bilhão de pessoas utilizarem esta plataforma ao mês e assegurou que os desenvolvedores criaram um "ecossistema" de iniciativas em torno dela.

Através das extensões de chat, nas quais haverá uma "grande presença" da música graças a acordos com Spotify e Apple Music, várias pessoas poderão compartilhar sons, fazer reservas em um restaurante, pedir comida em casa ou pagar sem ter que sair do aplicativo.

"A sociedade está dividida, e grande parte da solução é social", disse Zuckerberg, que disse acreditar que "o próximo foco (do Facebook) será criar comunidades" para aproximar as pessoas e dar a elas um sentido de propósito.

A primeira conferência F8 foi realizada há dez anos, quando o cofundador anunciou que abriria aos desenvolvedores o acesso aos dados do Facebook e à plataforma Social Graph, e desde então o evento tem se consolidado como uma data de anúncio de novos produtos e programas.

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