FMI manifesta preocupação com "crise humanitária" na Venezuela

Washington, 21 abr (EFE).- O Fundo Monetário Internacional (FMI) mostrou nesta sexta-feira receio com a "crise humanitária" que a Venezuela enfrenta devido ao forte retrocesso econômico que o país está experimentando.

O diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do FMI, Alejandro Werner, mostrou apreensão com o "processo muito negativo da economia venezuelana" e a "crise humanitária" no país mais rico em petróleo da América Latina.

O Relatório de Perspectivas Econômicas Globais do FMI, apresentado esta semana, prevê que a Venezuela modere sua recessão em 2017 a menos 7,4% de crescimento e em 2018 a menos 4,1%, depois de ter perdido 25% do Produto Interno Bruto (PIB) nos últimos três anos.

Já o diretor adjunto Departamento do Hemisfério Ocidental do FMI, Robert Rennhack, afirmou que apesar da "queda livre" em que a economia venezuelana está imersa há vários anos, não existe a preocupação de que isso tome grandes proporções na região.

Segundo o economista, não há fortes vínculos financeiros com a Venezuela no continente e no âmbito comercial a Colômbia reduziu sua exposição ao país vizinho nos últimos anos, apesar do risco de um êxodo em massa de venezuelanos por causa da crise.

"A Venezuela continua em uma profunda crise econômica, com hiperinflação por causa de um grande déficit fiscal que foi monetizado, com excessivas distorções econômicas e severas restrições de produtos importados", indicou Werner em uma publicação na internet.

O FMI prevê que a inflação na Venezuela se mantenha desenfreada, com 720% este ano, menor do que os 2.000% calculadas para 2017. Mas Werner destacou que a América Latina, que o FMI espera em conjunto cresça 1,1% em 2017, tem exemplos de modelos de sucesso, como Colômbia, Peru e México. Estas economias conseguiram estabilidade macroeconômica, contenção da inflação, flexibilização das taxas de câmbio - combinadas com um setor privado florescente -, implantação de programas de luta contra a pobreza e melhoria dos serviços sociais.

Werner considerou que a região ainda está imersa na busca de um modelo que aumente a cobertura social em saúde e educação, ao mesmo tempo em que abre ao setor privado partes da economia nacional com mudanças que permitem se ajustar aos problemas globais.

Para o conjunto da região, o FMI espera uma consolidação do crescimento no médio prazo, mas abaixo do visto na última década. EFE

jmr/cdr

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