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Governo da Venezuela nega confisco de unidade da General Motors

Caracas, 24 abr (EFE).- O governo de Venezuela negou nesta segunda-feira o confisco de uma fábrica da General Motors (GM) no país, explicando que o que aconteceu foi resultado de uma sentença em um julgamento por um conflito entre o fabricante e suas concessionárias, e pediu que os proprietários "mostrassem a cara".

O ministro do Trabalho venezuelano, Francisco Torrealba, indicou que não somente é "absolutamente falso" que o governo chavista confiscou a unidade de montagem da GM na cidade de Valência, mas que esta, assim como os demais fabricantes de veículos, recebeu um "tratamento especial" para reativar sua produção paralisada desde 2015.

"O Estado venezuelano reconhece a importância deste setor, inclusive, a propósito desse reconhecimento, pôs a serviço das montadoras um conjunto de ferramentas de financiamento e outras formas de apoio para que essas fábricas fossem reativadas e atingissem sua máxima capacidade de produção", disse Torrealba em uma entrevista para a emissora de televisão estatal.

A GM anunciou no último dia 20 que encerrará suas operações na Venezuela após o "confisco judicial ilegal" de sua unidade de montagem nesse país por parte das autoridades venezuelanas e anunciou ações legais contra o governo do presidente Nicolás Maduro.

Torrealba explicou que o ocorrido no caso da GM "é um problema entre particulares que tentaram vender para o mundo como se o governo estivesse expropriando ou confiscando a GM, e isso é totalmente falso", disse.

O ministro assegurou que o Estado venezuelano "não expropriou nem pretende expropriar a unidade de montagem da GM, muito menos confiscar".

A medida sobre a fábrica da GM foi produto de uma decisão de um tribunal venezuelano contra o fabricante por uma demanda de suas concessionárias no país.

"Concessionárias de Maracaibo, no estado de Zulia, aparentemente pagaram à GM por veículos que nunca receberam, em razão disso, essas concessionárias, que são privadas, não são do governo, acionaram a matriz na Justiça", explicou o ministro.

Além disso, Torrealba indicou que corresponde à GM Venezuela assumir sua defesa, "se não estiver de acordo com a sentença emitida pelo tribunal".

O ministro garantiu que o governo "está apoiando e deseja a reativação da produção da GM em sua máxima capacidade, nas mãos de seus legítimos proprietários", e que os representantes da GM lhe comunicaram que virão ao país "para exercer sua defesa" no Tribunal Supremo de Justiça (TSJ).

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