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EUA reconhecem que levarão "provavelmente" 2 anos para ter crescimento de 3%

Washington, 1 mai (EFE).- O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steve Mnuchin, reconheceu nesta segunda-feira que "provavelmente" levará dois anos para alcançar a prometida taxa de crescimento anual de 3%, desde que seja aprovada a reforma fiscal e os acordos comerciais sejam melhorados.

"Em nossas projeções, provavelmente levará dois anos para elevar o crescimento anual a 3% e então poderemos ter um nível sustentado. Isso é o que estamos projetando", disse Mnuchin na conferência global do Milken Institute, que é realizada em Los Angeles.

Deste modo, o secretário do Tesouro rebaixou as expectativas planejadas pelo presidente Donald Trump de acelerar rapidamente a atividade econômica nos EUA, a 3% anual ou mais, frente ao número médio de seu predecessor, Barack Obama, de cerca de 2% anual.

"Obviamente, aprovemos a reforma fiscal o mais rápido possível. Quando antes atingirmos o alívio de regulamento, melhor vamos estar", comentou.

As declarações do secretário do Tesouro americano são realizadas depois que na sexta-feira passada foi divulgado o primeiro cálculo sobre a evolução do Produto Interno Bruto (PIB) do país, que foi de uma decepcionante taxa anualizada de 0,7%.

Sobre a reforma fiscal, da qual a Casa Branca apresentou uma minuta genérica com cortes de impostos para as empresas e os trabalhadores, mas que não detalha como compensará a consequente queda de investimentos, Mnuchin garantiu que não gerará déficit, já que será bancada com o impulso econômico gerado pelas políticas de Trump.

"Esperamos pagá-la através do crescimento econômico e eliminando muitas deduções. A diferença entre crescer a 2% e a 3% anual é de cerca de US$ 2 bilhões de investimentos fiscais ao longo de uma década", acrescentou o ex-banqueiro de Wall Street.

Embora Trump insista na necessidade de um agressivo estímulo fiscal que combine descontos de impostos e cortes na despesa pública, o Congresso ainda precisa ratificar a proposta, e serão negociações infestadas de obstáculos apesar de os republicanos contarem com a maioria em ambas câmaras, como já mostrou a rejeição legislativa à sua reforma da lei de saúde.

Frente ao otimismo de Trump, o Fundo Monetário Internacional (FMI) ofereceu perspectivas mais cautelosas, ao prever um crescimento do PIB de 2,3% para os EUA neste ano, e de 2,5% para 2018.

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