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Governadores brasileiros assinam acordo para comprar gás natural da Bolívia

La Paz, 5 mai (EFE).- Os governadores de Mato Grosso, Pedro Taques, e do Mato Grosso do Sul, Reynaldo Azambuja, assinaram nesta sexta-feira memorandos de entendimento com a Bolívia para confirmar o interesse em comprar gás natural do país a partir de 2019, quando se encerra um contrato de compra com a Petrobras.

A cerimônia ocorreu na cidade de Santa Cruz, no leste da Bolívia, e contou com a presença do presidente Evo Morales, representantes locais do setor energético e diretores de empresas brasileiras interessadas na compra do gás natural boliviano.

Morales comemorou a assinatura dos documentos e disse que a Bolívia agora está obrigada a acelerar os investimentos na exploração para garantir a descoberta de reservas de gás para satisfazer a demanda dos estados brasileiros próximos ao país.

Atualmente, a Bolívia exporta gás ao mercado de São Paulo por um contrato assinado com a Petrobras que se encerra em 2019. O acordo passará por uma revisão para a redução dos volumes fornecidos, que agora são de no máximo 31 milhões de metros cúbicos diários.

O ministro de Hidrocarbonetos e Energia da Bolívia, Luis Sánchez, disse em discurso que os governadores de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná também já mostraram interesse em importar gás.

Segundo Sánchez, os novos contratos terão melhores preços dos que os atuais, que são indexados à oscilação dos preços do petróleo. Para o ministro, os cinco estados são um mercado que a Bolívia nunca tinha pensado antes em explorar, apesar da existência de uma conexão por gasodutos com as regiões interessadas no Brasil.

O governador do Mato Grosso do Sul disse que os cinco estados brasileiros querem avançar juntos em uma política de integração com a Bolívia, examinando as condições dos contratos para o comércio do gás e uma possível parceria para a distribuição do produto.

Segundo Azambuja, a Petrobras será convidada para ser parte das negociações para definir a situação das importações depois de 2019, quando o atual contrato passar por revisão.

Já Taques disse que o Mato Grosso produz 28% dos alimentos do Brasil. Por isso, o estado está interessado no gás boliviano e também na produção de ureia, que pode ser usada como fertilizante. EFE

ja/lvl

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