Japão e China combinam aprofundar sua cooperação financeira

Tóquio, 7 mai (EFE).- Japão e China combinaram aprofundar sua cooperação em matéria financeira e iniciar um diálogo sobre temas de interesse mútuo, no primeiro encontro destas caraterísticas entre os países vizinhos em dois anos.

Em um encontro que aconteceu aproveitando a presença na 50ª junta anual do Banco Asiático de Desenvolvimento (ADB), que termina neste domingo na cidade japonesa de Yokohama, os ministros de Finanças de Japão e China concordaram na necessidade de colaborar no campo econômico, financeiro e de investimento.

O ministro japonês Taro Aso e seu colega chinês Xiao Jie, bem como representantes dos bancos centrais de ambos os países, se reuniram no penúltimo dia do evento, e se mostraram de acordo na necessidade de abordar o excesso de capacidade e da dívida de China.

"Ambas as partes reconheceram a necessidade de uma reestruturação econômica", afirmaram em um comunicado conjunto publicado pela agência japonesa de notícias "Kyodo".

Os titulares de Finanças também concordaram na importância de estabelecer um acordo monetário bilateral, embora esta seja uma "questão política", disse Aso.

Apesar de seu contínuo crescimento, a China enfrenta uma série de desafios estruturais que poderiam repercutir em seu vizinho.

Pequim é o principal sócio comercial de Tóquio, e sua principal fonte de turistas estrangeiros, pelo que qualquer problema na segunda maior economia do mundo terias repercussões imediatas, incluindo uma apreciação do ien ou uma queda no mercado de valores.

O Japão é, por sua parte, uma das maiores fontes de investimento estrangeiro direto e de experiência em manufatura para a China.

Aso e Xiao também debateram como promover a cooperação entre o ADB e o Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB), patrocinado pela China, segundo informou o jornal "Nikkei".

Desde sua fundação em 2015, o AIIB somou mais membros (70) que o ADB, financiado principalmente por Japão e Estados Unidos, países que não se uniram ao projeto de infraestruturas chinês.

Trata-se do primeiro diálogo financeiro bilateral desde 2015 e se espera que uma nova rodada aconteça em 2018 na China, segundo a "Kyodo".

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