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Promotoria alemã investiga presidente da Volkswagen, diz revista alemã

Berlim, 10 mai (EFE).- A Promotoria de Stuttgart investiga o presidente da Volkswagen, Matthias Müller, seu antecessor no cargo, Martin Winterkorn, e o presidente do conselho de administração, Dieter Pötsch, por um suposto crime de manipulação de mercado, informou nesta quarta-feira a revista "Wirtschaftswoche".

A publicação diz que a autoridade alemã de supervisão financeira (BaFin) confirmou que apresentou uma queixe-crime à Promotoria no ano passado em relação ao escândalo da manipulação de emissões poluentes em carros da montadora, que veio à tona no final de 2015.

A denúncia aponta a "suspeita de manipulação de mercado baseada na informação" e afeta as ações de Porsche, subsidiária do grupo Volkswagen que era presidida por Müller até a renúncia de Winterkorn por causa das revelações da fraude.

O que é investigado é se Müller e os demais diretores não comunicaram no momento certo ao mercado informações essenciais sobre a empresa para evitar que isto danificasse a cotação de suas ações, provocando consequentemente prejuízo aos acionistas.

Desde que foi descoberto que milhões de veículos do grupo Volkswagen contavam com um sistema fraudulento que reduzia suas emissões somente quando estavam em teste, a promotoria alemã abriu várias investigações sobre os diretores da maior montadora de automóveis da Europa tanto por fraude como por manipulação de mercado.

Até agora não era público que Müller também estivesse investigando diretamente a Müller, que acedeu ao cargo em um momento muito complexo para o fabricante com o objetivo de esclarecer o sucedido, mudar o rumo da companhia e limpar seu nome.

A Promotoria de Braunschweig abriu uma investigação contra Winterkorn por um suposto crime de fraude, após um processo de acionistas e clientes, porque considerou que "poderia ter tomado conhecimento do software manipulador e seus efeitos antes do que reconheceu oficialmente".

Além disso, a mesma promotoria está também investigando, em um caso separado, Winterkorn e Pötsch - que previamente trabalhou como chefe de Finanças do grupo -, e o atual diretor da marca Volkswagen, Herbert Diess, por um suposto crime de manipulação de mercado, mas em relação às ações da Volkswagen.

Sobre este diretor pesa a suspeita de ter informado muito tarde ao mercado sobre o caso de manipulação de emissões poluentes e escondido assim informações importantes para os investidores.

A Volkswagen sempre alegou que a direção informou ao mercado devidamente e se mostrou disposta a colaborar com a Justiça.

Entre as funções da BaFin está a de zelar para que as empresas com títulos cotados na bolsa cumpram com a obrigação de informar em tempo e forma, por meio dos chamados "fatos relevantes", seus acionistas e os mercados financeiros sobre temas importantes.

O grupo alemão vendeu em todo o mundo 9,5 milhões de veículos com um programa no motor que detecta quando está em teste e reduz as emissões à atmosfera para cumprir com os critérios ambientais. Em condições normais, porém, poluem muito mais.

A denúncia do caso, descoberto pelas autoridades dos Estados Unidos, motivou a renúncia de Winterkorn, investigações em diversos países, uma avalanche de julgamentos e multas que já somam milhões de euros.

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