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Odebrecht ratifica que segue no consórcio que constrói metrô de Quito

Quito, 12 mai (EFE).- A Odebrecht ratificou nesta sexta-feira que continua no consórcio que constrói o metrô de Quito, junto à empresa espanhola Acciona, informou a construtora brasileira em comunicado.

"Como foi informado ao público, a Odebrecht notificou oficialmente em abril sua permanência no consórcio que constrói a segunda fase da linha 1 do metrô de Quito e ratifica seu compromisso de concluir as obras no prazo e com a qualidade esperada", declarou a construtora.

A Odebrecht acrescentou ainda que qualquer negociação com seu sócio será realizada "internamente, sem afetar de nenhuma maneira a execução do projeto".

O comunicado foi emitido depois que, em Madri, a Acciona afirmou que arcará sozinha com as obras da segunda fase do metrô de Quito, uma vez que as autoridades tenham autorizado a saída da Odebrecht, envolvida em um escândalo de corrupção.

Durante a apresentação a analistas das contas do primeiro trimestre, o diretor de Desenvolvimento Corporativo da Acciona, Juan Muro-Lara, explicou que os dois sócios pediram autorização para a saída do grupo brasileiro do consórcio e que esta lhes foi concedida no final de abril.

"Estamos dando os passos legais para completar esta transição no consórcio", completou o executivo.

No último dia 29 de abril, o diretor da Odebrecht no Equador, Mauro Hueb, afirmou em um comunicado que a "prioridade" da empresa era finalizar as obras do metrô de Quito e que a cessão de sua participação no consórcio com a Acciona e sua saída do mesmo estava suspensa desde 4 de abril.

Por sua parte, na quarta-feira passada, o prefeito da capital equatoriana, Mauricio Rodas, assegurou que os problemas enfrentados pela Odebrecht não afetavam os trabalhos que realiza para a primeira linha do metrô da cidade junto com a Acciona.

No dia 28 de abril, o prefeito tinha dado como certa a reorganização do consórcio, já que não tinha recebido objeções dos organismos multilaterais que financiam o projeto.

A obra do metrô de Quito, cujo projeto abrange 22 quilômetros de túnel e 15 estações, foi adjudicado ao consórcio hispano-brasileiro em 2015 por mais de US$ 1,5 bilhão.

Em dezembro do ano passado, a Justiça dos Estados Unidos revelou que a construtora brasileira tinha admitido ter pagado US$ 788 milhões em subornos em 12 países da América Latina e da África.

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