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G7 das Finanças estabelece maior cooperação contra ciberataques

Bari (Itália), 13 mai (EFE).- O G7 das Finanças chegou a um consenso neste sábado para incrementar a cooperação para resistir às ameaças cibernéticas, como o ataque global que ontem afetou 99 países, e utilizar as políticas disponíveis para favorecer um crescimento econômico inclusivo.

Esta determinação foi confirmada hoje pelo ministro de Economia e Finanças da Itália, Pier Carlo Padoan, durante a entrevista coletiva realizada ao término da reunião na cidade de Bari, na Itália.

O ministro italiano explicou que "à luz do ciberataque global" de sexta-feira, os representantes dos países na reunião compartilharam o sentimento de que "a segurança é um bem político e global" e "reafirmaram a vontade de todos os países do G7 de ter um papel de guia nesta questão".

Padoan comentou que hoje esteve muito presente o problema de como fortalecer as entidades financeiras e as empresas frente aos ataques e crimes cometidos através da internet e o documento final reconhece como "elemento chave" que é preciso potencializar "a resiliência cibernética das instituições financeiras individuais e do setor financeiro em seu conjunto".

Nesse sentido, o governador do Banco de Itália, Ignazio Visco, confirmou que "não há constância, por enquanto" de que o sistema bancário italiano tenha sofrido danos por este vírus eletrônico que afetou numerosas companhias de todo o mundo.

"O setor privado carece por si só de capacidade para fazer frente a essas ameaças, o que requer uma atuação também de governos e de organizações internacionais", enfatizou Visco.

Os participantes desta reunião do grupo dos sete países mais industrializados do mundo também debateram sobre crescimento econômico e como conciliar as políticas de redução de dívida pública com a criação de emprego.

"Estamos decididos a utilizar todos os instrumentos de política monetária, fiscal e estrutural, tanto individual como coletivamente, para atingir nosso objetivo de crescimento forte, sustentável, equilibrado e inclusivo", diz a declaração final.

Outros temas presentes foram a tributação internacional, a luta contra a evasão e a fraude fiscal, e como desmantelar as redes do financiamento ilícito de grupos terroristas.

A reunião aconteceu com a questão da mudança para uma política protecionista do governo dos Estados Unidos como pano de fundo e, sobre este tema, que não fazia parte da agenda oficial, os ministros se limitaram a reconhecer que trabalham "para fortalecer a contribuição do comércio" para suas economias.

A mensagem é a mesma lançada em março pelo G20 de Finanças na cidade alemã de Baden Baden.

Nesse contexto, Padoan reconheceu que o secretário de Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, comentou com os participantes sobre os primeiros acordos entre Estados Unidos e China para ampliar os negócios entre ambas as nações.

Além disso, o secretário explicou aos ministros que o governo americano está trabalhando para aprovar uma reforma fiscal, mas que esta levará tempo, pois "não será um caminho curto".

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