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Mexicano cria papel higiênico com marca "Trump" para ajudar imigrantes

José Antonio Torres.

Cidade do México, 6 jun (EFE).- Além da ironia ou da ofensa, dependendo do observador, de ver nas prateleiras das lojas um papel higiênico com a marca 'Trump', uma iniciativa do advogado mexicano Antonio Battaglia, a compra do inusitado produto será usado para gerar recursos para os imigrantes do país nos Estados Unidos.

"Não se pode negar que há uma parte engraçada, mas o produto, como é apresentado, não é uma ofensa ou uma falta de respeito. É para chamar a atenção", explicou em entrevista à Efe o advogado.

A ideia de oferecer um papel higiênico com a marca, que deve começar a ser vendida antes do fim de 2017, foi resultado da irritação com as mensagens antimexicanas agora presidente dos EUA, Donald Trump, desde o lançamento de sua campanha, disse Battaglia.

Trump chegou a classificar os imigrantes mexicanos de "criminosos" e "estupradores", prometendo também construir um muro em toda a fronteira entre os dois países.

"Me incomodei e pensei em fazer um produto que deixasse uma mensagem clara em favor dos imigrantes. O papel (higiênico) tem isso", afirmou Battaglia, membro de uma família de empresários que produz sapatos para crianças no México.

O advogado disse estar pronto para doar 30% dos lucros gerados pelo papel higiênico para a proteção dos imigrantes ilegais tanto no México como os EUA.

"Os lucros serão para a proteção e a defesa de imigrantes, para o apoio legal deles e dos deportados. Estou pensando em 30% dos lucros. Para mim, o negócio é secundário", explicou.

Battaglia pensa que o sucesso será maior na fronteira, mas há estados como Guanajuato, de onde saem muito imigrantes, onde o papel de Trump também pode ser bem recebido.

O produto, no entanto, não teve um caminho fácil. Depois de registrar legalmente a marca, o advogado teve dificuldade de achar quem produzisse o papel, já que grande parte das fábricas está comprometida com as empresas internacionais que dominam o mercado.

"Encontrei um aliado que tem sua cadeia de produção e comercialização já formada", disse o advogado.

O investimento inicial é de 400 mil pesos (U$ 21,5 mil) que serão gastos na fabricação do papel. "Estamos esperando a produção, para ver como será no mercado e a resposta", explicou.

O objetivo do produto será o setor popular, por que o produto será enviado às centrais de abastecimento de todo o país, com uma especial ênfase nos estados situados ao longo da fronteira.

Battaglia explicou que o papel, por enquanto, será branco, sem nenhum desenho alusivo ao presidente americano. Num futuro próximo, é possível que seja incluído o nome da marca, mas nenhuma figura que possa representar uma "falta de respeito" com Trump.

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