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Inteligência artificial pode acelerar PIB na América do Sul, aponta estudo

São Paulo, 8 jun (EFE).- A inteligência artificial pode aumentar em pelo menos um ponto percentual o Produto Interno Bruto (PIB) da América do Sul até o ano 2035, segundo um estudo apresentado nesta quinta-feira.

O estudo da consultora americana Accenture foi apresentado na feira internacional de tecnologia para o setor bancário Ciab-Febraban 2017, que reuniu durante três dias no centro de exposições Transamérica, em São Paulo, bancos e fornecedores tecnológicos para o setor.

O relatório "Como a inteligência artificial pode acelerar o crescimento da América do Sul", da Accenture Research, destacou o potencial dessa tecnologia para transformar o mercado de trabalho na região e criar uma nova relação entre o ser humano e os computadores.

Essa "aceleração da economia", a partir da aplicação da inteligência artificial, acontece através de processos de automatização inteligente, com a criação de uma nova força de trabalho "virtual"; com a inovação para a atividade econômica e com a intensificação para aumento da competitividade.

No caso do Brasil, salientou o estudo, o chamado valor agregado bruto (VAB) pode ganhar nesse período de pouco mais de 17 anos um total de US$ 432 bilhões.

Desse total, US$ 192 bilhões correspondem ao aumento da capacidade de mão de obra e de capital, US$ 166 bilhões seriam pela automatização inteligente e os US$ 74 bilhões restantes pelo impacto da difusão dos sistemas de inovação.

Já no caso específico dos bancos, o estudo aponta que sete de cada dez usuários de instituições bancárias confiam nas orientações financeiras oferecidas através dos sistemas robotizados.

O uso das chamadas plataformas "robo advisor" (consulta robotizada) é considerado por 39% dos usuários como uma ferramenta de mais rapidez e por 31% como uma forma de baratear custos, tanto para os bancos como para seus clientes.

No Brasil, por exemplo, 46% dos usuários dão relevância à rapidez, mas apenas 30% considera este tipo de ferramentas como um suporte para reduzir os custos do serviço oferecido pelas instituições financeiras.

A "inteligência mais imparcial e analítica" oferecida pelos sistemas robotizados foi o item mais destacado pelos usuários consultados, com 26% em nível global e 25% por parte dos brasileiros.

Apesar da confiança nas orientações financeiras oferecidas através desse tipo de plataformas sistematizadas, 68% em nível global e 84% dos usuários no Brasil preferem tratar as reclamações e assuntos complexos com o serviço de atendimento ao cliente prestado por humanos.

Para 91% dos executivos consultados, a inteligência artificial permitirá criar interfaces para os clientes sem perder os sentidos humanos dos serviços e 82% dos usuários consideram que dentro de três anos os bancos terão esse tipo de tecnologia como a principal ferramenta de interação com os clientes.

Por sua vez, o Banco do Brasil, o Itaú-Unibanco, o Bradesco e o Santander desenvolveram em conjunto com a Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP) um sistema integrado para a geração de faturas bancárias e a aceitação dos clientes.

Para evitar a circulação de informações bancárias pessoais nas redes sociais, o Banco do Brasil apresentou na feira um recurso de seu aplicativo móvel que permite passar em código os dados do cliente através do WhatsApp, sem digitar nada, permitindo que o receptor efetue transferências.

"O digital não é mais que uma obrigação nos dias de hoje", disse Paulo Cafferelli, presidente do Banco do Brasil, ao encerrar o encontro.

Na feira, promovida pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), participaram empresas tecnológicas, de telecomunicações e segurança de vários países, como as espanholas Everis, Indra, Atento e Prosegur e a filial no país da seguradora colombiana Surata.

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