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EMerge Americas promove inventividade e caráter empreendedor humano

Lorenzo Castro.

Miami (EUA), 12 jun (EFE).- A Conferência eMerge Americas, ponto de união entre empreendedores e investidores, iniciou sua quarta edição nesta segunda-feira com uma palesta de Steve Wozniak, cofundador da Apple, que defendeu que as máquinas não são mais do que ferramentas para maximizar o potencial dos humanos.

Para uma audiência de mais de 1.500 pessoas no Centro de Convenções de Miami Beach (EUA), Wozniak minimizou as teorias conspiratórias de que as máquinas dominarão os humanos no futuro.

"Tudo na vida teria que mudar, todas as infraestruturas. É muito para transformar e levaria centenas de anos. Consciência e sentimentos são aspectos humanos e os computadores não operam da mesma maneira", afirmou Wozniak no evento.

O engenheiro do Apple I e do Apple II, os primeiros computadores da companhia que fundou ao lado de Steve Jobs, citava assim os temores que num futuro próximo quase todos os trabalhos sejam feitos por máquinas, e não por seres humanos.

Wozniak reconheceu que há setores nos quais os robôs já estão substituindo os operários, uma mudança que ocorreu em outros momentos da história da humanidade, mas destacou que o fato de um trabalho estar desaparecendo não significa que outros terão o mesmo destino no futuro.

Sobre a atual situação da empresa que fundou ao lado de Jobs, Wozniak afirmou apenas que a Apple é uma "saudável organização financeira" e possui uma "marca de confiança", evitando se manifestar sobre os novos produtos.

O cofundador da Apple é um dos mais de 100 oradores que vão participar hoje e amanhã do eMerge Americas, que também contou com a presença de Marcelo Claure, presidente e diretor-executivo da companhia de telefonia Sprint.

O boliviano, que fundou em Miami, em 1997, a companhia Brightstar, revelou em uma conversa com a emissora da "CNBC" Melissa Lee que, para ele, é uma "grande experiência" seguir na empresa.

Claure disse que não mudou desde seus tempos de empreendedor e que segue aplicando esse espírito na Sprint, companhia que, no entanto, será muito cuidadosa futuro. Empresas concorrentes, como a Verizon, estão se arriscando no mercado de conteúdos.

No palco principal também ocorreu um painel sobre a nova realidade em Cub após o restabelecimento das relações diplomáticas com os Estados Unidos. O diálogo teve participação de Ben Rhodes, ex-assessor adjunto de Segurança Nacional do governo do ex-presidente Barack Obama.

Rhodes citou o anúncio do atual presidente do país, Donald Trump, de revelar as mudanças na política para Cuba durante uma visita que fará a Miami nesta sexta-feira. Para o ex-assessor, o republicano não poderá mudar "completamente" as políticas de Obama porque elas foram populares.

Outros participantes do painel foi o presidente da Fundação Cuba Empreende, John McIntire, e o chefe de estratégia e operações do Google em Cuba, Brett Perlmutter, que afirmou que tem a ideia é construir um novo Vale do Silício na ilha em 20 anos, com uma comunidade de empreendedores conectados ao mundo.

A conferência, por onde devem passar mais de 13 mil pessoas em dois dias, foca nos empreendedores, que apresentaram grandes estandes no salão principal, dividida em três seções de acordo com o grau de desenvolvimento das "startups".

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