Regionalismo é o primeiro passo para integração global, segundo Banco Mundial

Madri, 13 jun (EFE).- A integração regional da América Latina é o primeiro passo para a meta do crescimento global, segundo afirmou nesta terça-feira Samuel Pienknagura, economista sênior do Banco Mundial (BM), durante a apresentação do relatório "Melhores Vizinhos: rumo a uma renovação da integração econômica na América Latina".

O Relatório foi apresentado hoje na Casa da América de Madri para informar sobre alguns dados mais relevantes, como a integração de mercados, a liberalização de tarifas, os acordos com parceiros fora e dentro da região e a redução de custos do comércio.

Pienknagura ressaltou que o problema de crescimento da América Latina, relacionado com a escassa integração intra-regional destes países, melhoraria com a elaboração de uma "estratégia que seja mais competitiva para a região nos mercados internacionais" e que rotulou de "regionalismo aberto".

Esta ideia contribuiria para o crescimento das economias da região a nível individual, mas também a nível mundial, por que "não se pode pensar nos benefícios econômicos individuais sem reforçar a regionalidade", afirmou o economista equatoriano.

Pienknagura também considera que devem ser adotadas estratégias que permitam a entrada da região no comércio internacional com maior robustez.

"O otimismo de 75% dos latino-americanos, que têm uma visão favorável aos processos de integração com o mundo, se deve aos benefícios em investimentos obtidos do comércio e à redução da pobreza derivada deste processo de integração" assegurou.

A vocação de globalização na América Latina, que era evidente desde antes do Governo dos EUA mudar no começo deste ano, se traduziu na mudança de atitude dos governos com uma posição mais negativa perante a globalização, porque "a América Latina está há anos mostrando sintomas de querer se tomar ao mundo ", recalcou.

Neste sentido, "a globalização bem manuseada pode ter um impacto positivo na economia mundial e individual", e apesar de não ser a solução para todos os problemas, "a cidadania entendeu os prós e contras deste processo".

Por sua vez, o coordenador-executivo de Assuntos Internacionais do Banco da Espanha, Ángel Estrada, avaliou este relatório, e afirmou que "a Organização Internacional deve defender os benefícios que a globalização tem, apesar dos efeitos colaterais adversos, como a desigualdade".

Para Estrada, o tipo de progresso tecnológico experimentado pelos países é um fator a levar em conta, já que há quem diga "que revertendo a globalização diminuímos a desigualdade é enganar".

No entanto, Estrada manifestou a importância da educação para reduzir a desigualdade na região, porque a América Latina deve planejar como conseguir que uma maior percentagem de população tenha um melhor nível educativo e de maior qualidade.

Além disso, destacou a diversidade dos países latinos e as características comuns que possuem quanto às reformas estruturais que podem ser feitas.

"Abrir-se primeiro a nível regional, permite depois chegar ao exterior e ter mais possibilidades de sucesso, porque é o primeiro passo a dar para que as empresas sejam mais competitivas", matizou. EFE

cvm/ff

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Newsletter UOL

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos