Promotoria da França abre investigação sobre novo ciberataque global

Paris, 27 jun (EFE).- A Promotoria da França abriu nesta terça-feira uma investigação sobre o novo ciberataque que afetou empresas de todo o mundo, entre elas o grupo Saint-Globain.

Segundo o jornal "Le Parisien", os promotores constataram um "flagrante delito" e focarão a investigação no acesso fraudulento aos sistemas de tratamento de dados, ao impedimento de funcionamento dos sistemas eletrônicos e sobre tentativas de extorsão.

A primeira das grandes empresas francesas que comunicou ter sido afetada pelo ciberataque foi a Saint-Globain. A companhia informou à Agência Efe que conseguiu "isolar" seu sistema do ataque.

Uma empresa de consultoria ainda deve avaliar a consequência da ação dos hackers, indicou um porta-voz da Saint-Globain, que citou que outras grandes companhias também foram afetadas.

O "Le Parisien" citou a SNCF, responsável pelas ferrovias do país, e também 11 hipermercados do grupo Auchan na Ucrânia.

O programa utilizado no ciberataque seria uma versão modificada recentemente do vírus "Petya", informou a companhia de cibersegurança russa Group-IB.

Dezenas de instituições, empresas e bancos europeus, principalmente na Rússia e na Ucrânia, foram afetadas hoje.

É o segundo ataque em massa deste tipo, no qual é exigido o pagamento de "bitcoins" para recuperar arquivos sequestrados.

Em maio, o vírus "WannaCry" afetou mais de 200 mil usuários em 150, que incluiu empresas de todo o mundo e instituições, como ocorreu com o sistema de saúde do Reino Unido.

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