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Bolívia diz que estudo feito pelo Brasil sobre campos de gás é desatualizado

La Paz, 2 jul (EFE).- O governo da Bolívia considerou como "desatualizado" um estudo que alerta para o declínio das reservas de gás do país e feito pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), ligado ao Ministério de Minas e Energia do Brasil.

O ministro de Hidrocarbonetos da Bolívia, Luis Sánchez, disse neste domingo que o estudo se refere aos campos marginais de gás e reflete a realidade da exploração do país.

"Na verdade, esse estudo está desatualizado. Com tranquilidade, digo que isso não é real. Fizeram um estudo sobre os campos marginais, mas não explicaram sobre os campos que estão em fase de exploração e desenvolvimento", afirmou Sánchez em uma entrevista divulgada pela emissora estatal "Bolívia TV".

O estudo do órgão ligado ao Ministério de Minas e Energia do Brasil teve grande repercussão na imprensa boliviana. O relatório chama a atenção para o fato de vários campos de hidrocarbonetos bolivianos estarem na fase final de produção e que o declínio se tornou um problema para o futuro.

O EPE também afirma que o fornecimento de gás da Bolívia pode cair entre 2022 e 2024, já que as reservas não são suficientes e que "não há descobertas de novos campos para restabelecer a produção".

Sánchez reconheceu que os campos citados no estudo estão em declínio, mas destacou que eles representam uma pequena parcela das reservas de gás do país. Além disso, questionou que o relatório da EFE tem dados até 2015 e não considerou outros locais de exploração.

"Esses outros campos são megacampos, maiores dos que os atuais, e não estão no estudo. É um estudo desatualizado", criticou.

O ministro anunciou que se reunirá com representantes do governo brasileiro nas próximas semanas para atualizar o estudo elaborado pela EPE de forma conjunta.

Sánchez também disse que a Bolívia tem normas que viabilizam rapidamente os processos de consulta, de emissão de licenças ambientais e de compensação para as operações petrolíferas.

O argumento foi usado para rebater a crítica feita pelo estudo, que afirmou que os processos burocráticos bolivianos demoram muito tempo e atrapalham a atividade de exploração.

A Bolívia tem um contrato para exportar ao Brasil cerca de 30 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia, mas a demanda no país caiu quase pela metade nos últimos anos, ainda que o governo considere que se trata de uma queda temporária.

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