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Após rejeição popular, Escócia decide vetar fracking por tempo indeterminado

Londres, 3 out (EFE).- O governo autônomo da Escócia anunciou nesta terça-feira que ampliará por tempo indeterminado o veto ao "fracking" - fraturamento hidráulico, um método para extração de gás de xisto e petróleo - em seu território, diante da grande rejeição popular contra essa prática.

"A decisão que anuncio hoje representa que o fracking não é permitido e continuará a não ser na Escócia ", afirmou o secretário de Energia escocês, o nacionalista Paul Wheelhouse, no Parlamento de Holyrood, em Edimburgo.

Wheelhouse apontou que uma consulta pública feita pelo governo sobre a questão recebeu 60 mil respostas de cidadãos, das quais 99% se opõem à técnica.

A maioria das pessoas consultadas expressou preocupação com as possíveis consequências para a saúde e o meio ambiente do uso do fraturamento hidráulico para extrair hidrocarbonetos.

O procedimento consiste em injetar água a altas pressões para quebrar rochas de xisto sob a superfície com o fim de liberar gás e petróleo.

O deputado conservador Dean Lockhart criticou a decisão, que, para ele, será prejudicial para a economia escocesa.

Lockhart disse que o fracking pode atrair até 4,6 bilhões de libras em investimentos para a economia escocesa e milhares de postos de trabalho.

O Partido Trabalhista e o Partido Verde pediram ao governo autônomo para transformar a suspensão até então em vigor em uma proibição completa do fracking, e o Partido Liberal Democrata comemorou a decisão.

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