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Nobel de Economia brinca e diz que gastará prêmio de forma irracional

Washington, 9 out (EFE).- O americano Richard H. Thaler, que recebeu nesta segunda-feira o Nobel de Economia por seu trabalho no campo da economia do comportamento, afirmou que gastará o dinheiro do prêmio da forma "mais irracional possível", fiel às tentativas de humanizar as decisões econômicas.

"Para fazer uma boa economia, temos que levar em consideração que as pessoas são humanas", disse Thaler em entrevista coletiva na Universidade de Chicago, lotada por jornalistas e alunos.

Perguntado sobre como gastaria o dinheiro do Prêmio Nobel, de cerca de US$ 1,1 milhão, Thaler brincou: "Tentarei gastá-lo da forma mais irracional possível", disse.

O professor, de 72 anos, classificou a pergunta como "muito divertida", já que ele mesmo se dedicou a pesquisar como as pessoas atuam de forma irracional ao tomar decisões de caráter econômico, uma teoria que desenvolveu com o livro "Nudge: O Empurrão para a escolha certa".

A Real Academia Sueca de Ciências reconheceu na decisão que as descobertas empíricas e as percepções teóricas de Thaler foram "decisivas" para criar e expandir o campo da economia de conduta, com "profundo impacto" em muitas áreas da política e da pesquisa.

Os estudos de Thaler são usados por políticos e outras pessoas responsáveis por tomar decisões para projetar medidas e instituições que ampliam os benefícios para a sociedade. Eles têm sido usados para reformar áreas como a administração pública, os planos previdenciários, a doação de órgãos e a política ambiental.

Durante a coletiva, o professor também brincou ao contar sobre o momento em que recebeu a ligação da Real Academia Sueca para lhe comunicar que tinha sido o premiado.

"Eu estava dormindo, dormindo muito. A ligação ocorreu por volta das 4h, minha mulher pode testemunhar isso. E eles me disseram, não diga nada a ninguém durante a próxima hora. Como se houvesse alguém acordado a essa hora esperando uma ligação", brincou.

Thaler explicou que foi convidado para um cerimônia em Estocolmo e disse que, diferentemente de Bob Dylan, agraciado no ano passado com o Nobel de Literatura e que inicialmente se recusou a receber o prêmio, pretende sim comparecer.

"O prêmio hoje compensa um pouco pela minha decepção no Oscar de dois anos. Não há um prêmio para o melhor economista do comportamento e isso é injusto, é algo que eu estudei um pouco. Bom, não farei um discurso como no Oscar, só quero a agradecer a todos", voltou a brincar Thaler na entrevista.

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