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Diretor da OMC diz que Nafta é importante para manter o ímpeto do comércio

Genebra, 1 nov (EFE).- O Tratado de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta, na sigla em inglês) é importante "para manter o ímpeto da liberalização comercial no mundo inteiro", disse nesta quarta-feira o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), o brasileiro Roberto Azevêdo, que acredita que Estados Unidos, México e Canadá chegarão a uma solução na renegociação do acordo.

Em entrevista à Agência Efe, na qual a renegociação desse tratado foi um dos temas discutidos, o principal responsável da OMC lembrou que iniciativas como o Nafta contribuíram para a vitalidade do comércio.

O Nafta está em plena renegociação por vontade dos Estados Unidos, que consideram que diferentes setores de sua economia foram prejudicados pelo conteúdo do tratado, que foi assinado com o México e o Canadá e está em vigor desde 1994.

Sobre os percalços nesta renegociação, que começou em agosto e que já sofre com atrasos em relação à meta para que seja concluída no início de 2018, o diretor da OMC lembrou - com sua enorme experiência na matéria - que "as negociações comerciais sempre são muito difíceis".

"O que sempre acontece é que a parte contrária (na negociação) é a que não é razoável e acredito que vai ser difícil, complicado e politicamente sensível para todas as partes, mas a minha expectativa, a minha esperança, é que se encontre uma solução, porque iniciativas como o Nafta são muito importantes", opinou Azevêdo.

"Há países que têm uma força econômica maior e têm vantagem nas negociações em geral, mas isto não impede que se chegue a resultados satisfatórios para todos", comentou o diplomata brasileiro.

Ao ser perguntado sobre se este caso evidência a fragilidade dos acordos bilaterais e regionais de livre-comércio frente aos tratados comerciais multilaterais, Azevêdo afirmou que "tudo depende do momento".

"Há momentos em que o impulso regional é muito forte, tudo depende da situação econômica e política que se atravessa. Não acredito que uns sejam mais fortes que outros", acrescentou Azevêdo.

Para o diretor da OMC, em ambos os casos, "tratam-se de iniciativas que se complementam e que são importantes".

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