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Diretor da OMC diz que resultados da próxima reunião são imprevisíveis

Genebra, 1 nov (EFE).- O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, admitiu nesta quarta-feira que os resultados da Conferência Ministerial de dezembro em Buenos Aires são imprevisíveis, como ocorreu em reuniões similares anteriores.

Em entrevista à Agência Efe, na qual avaliou as expectativas da conferência, o diplomata brasileiro disse que é possível que se chegue a essa reunião com uma agenda aberta e que seja colocada dessa forma aos ministros.

"Sempre é difícil (antecipar resultados). Não há uma conferência ministerial da OMC que seja previsível, na qual se possa dizer com seis semanas de antecedência o que vai acontecer", disse o diplomata sobre essa reunião, que será realizada de 10 a 13 de dezembro e que é a instância de decisão mais importante da organização.

As conferências ministeriais da OMC são realizadas a cada dois anos. No intervalo, as decisões são adotadas pelos embaixadores dos 164 países-membros credenciados na organização em Genebra.

"A reunião de Buenos Aires dependerá muito dos ministros e do que conseguirmos avançar em Genebra nas próximas semanas", afirmou o brasileiro.

Entre os temas que se encontram relativamente "adiantados", Azevêdo destacou a segurança alimentar, "que caminha bem" e no qual a organização tem a orientação "de concluí-lo nesta conferência ministerial".

Esse capítulo da negociação em relação com Buenos Aires se refere à constituição de reservas públicas de alimentos para garantir a segurança alimentar em um país. Alguns países se opõem à iniciativa pelo risco de que essas reservas acabem no mercado internacional.

Também parecem caminhar bem as discussões sobre subvenções à pesca, nas quais se busca um acordo para eliminar os auxílios que "podem estimular a atividade ilegal ou não regulamentada dos setores pesqueiros dos países-membros", explicou o diretor-geral. O interesse neste tema é global e toca de forma particular os países com litoral.

Como os avanços "não são uniformes", Azevêdo afirmou que "é possível chegar a Buenos Aires" com uma agenda que não será a definitiva.

Segundo o diplomata, o ideal seria que os países que promovem os diferentes temas pudessem aceitar trabalhar "em uma agenda posterior" a esta conferência ministerial para alguns deles.

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