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Aloysio Nunes abordará negociações do Mercosul com a UE em visita à Itália

Brasília, 10 nov (EFE).- O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, realizará na próxima segunda-feira uma visita oficial à Itália, na qual abordará com seu homólogo italiano, Angelino Alfano, as negociações para um acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE), informou nesta sexta-feira o Itamaraty.

Os ministros "discutirão a negociação entre o Mercosul e a União Europeia, à luz dos avanços alcançados na reunião negociadora desta semana em Brasília", segundo um comunicado divulgado nesta sexta-feira pelo Ministério de Relações Exteriores.

A visita de Nunes à Itália foi anunciada poucas horas depois que os chanceleres do Mercosul, após a reunião que tiveram hoje em Brasília com o vice-presidente da Comissão Europeia, Jyrki Katainen, indicaram ter aproximado posturas nas negociações para o acordo que ambas as partes negociam há duas décadas.

Após o encontro de Katainen com os ministros dos quatro países do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai), as partes concordaram que é importante avançar nas negociações com o objetivo de conseguir um acordo antes do final do ano.

Nunes explicou em entrevista coletiva que o Mercosul apresentou à UE nesta semana em Brasília um pacote de medidas com "quantidades e regras", e que o bloco sul-americano espera "um sinal positivo" dos europeus para "acelerar as negociações e conclui-las no final do ano".

O ministro também aproveitará sua visita à Itália para revisar com Alfano os principais temas da relação bilateral e consolidar a associação estratégica que ambos os países estabeleceram em 2007, segundo o comunicado do Itamaraty.

Ambos também avaliarão o atual estado do processo com o qual o Brasil pretende se tornar membro da OCDE e outros assuntos multilaterais, "tendo em vista a presença da Itália no Conselho de Segurança e do Brasil no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas".

Nunes apresentará às autoridades italianas um panorama da economia brasileira, que começou a se recuperar este ano da grave recessão de 2015 e 2016, assim como as oportunidades de investimento em infraestrutura que se abriram com os programas de privatização promovidos pelo presidente Michel Temer.

O Governo Federal espera atrair mais investimentos da Itália, que foi o 12º maior investidor no ano passado no Brasil, onde atuam cerca de 1.200 empresas italianas em diferentes setores.

De acordo com o Itamaraty, a Itália é o nono maior parceiro comercial do Brasil, o nono maior destino das exportações do país e a sexta maior origem das importações brasileiras.

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