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BID reconhece "demora" em pagamentos da Venezuela em meio à crise econômica

Washington, 10 nov (EFE).- O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) reconheceu nesta sexta-feira "demora" de pagamentos por parte da Venezuela, cuja dívida com a instituição é de US$ 6,5 milhões, em meio à aguda crise econômica que encara o governo de Nicolás Maduro, que ordenou o refinanciamento de toda a sua dívida externa.

"Durante este ano registramos demoras pontuais em certos pagamentos por parte da Venezuela", afirmou à Agência Efe um porta-voz do BID, que pediu anonimato.

Em suma, "até 25 de outubro, o aporte total de saldos vencidos e falta de pagamentos (incluindo capital e juros) chega a US$ 6,5 milhões, ou 0,3% do saldo de empréstimos à Venezuela".

"O banco está trabalhando com o governo venezuelano para regularizar esta situação, tal como fizeram no passado", acrescentou o porta-voz ao comentar a situação de Caracas a respeito da principal instituição de desenvolvimento na América Latina.

Esta confirmação do BID acontece após maduro ter ordenado na semana passada o refinanciamento e a reestruturação de "todos os pagamentos externos" da Venezuela.

O presidente venezuelano nomeou uma comissão especial dirigida pelo vice-presidente, Tareck El Aissami, para iniciar este processo de reestruturação da dívida e de "luta contra o bloqueio e a perseguição estrangeira" contra o seu país.

A demora nos pagamentos de Caracas ao BID se soma, além disso, à crítica formal do Fundo Monetário Internacional (FMI) pela falta de informação econômica detalhada, obrigação de todos os países membros da instituição.

O FMI advertiu que a Venezuela está há mais de dez anos sem se submeter à avaliação econômica anual através do chamado "Artigo IV".

Em seu último relatório de atualização das suas perspectivas económicas, de meados de outubro, a organização apontou que a Venezuela está "imersa numa grave crise econômica, humanitária e política sem solução à vista".

Além disso, o FMI projetou uma queda do produto interno bruto (PIB) entre 2014 e 2017 de 35% e apontou que a Venezuela é "uma economia encaminhada para a hiperinflação", com uma taxa de inflação de 652% para 2017 e de 2.300% para 2018.

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